Câmara de Caraguá cobra explicações sobre salários de agentes
A Câmara Municipal aprovou na última terça-feira (19) o requerimento do vereador Renato Leite Carrijo de Aguilar, o Tato (PSD) que solicita informações ao Poder Executivo sobre a remuneração e jornada de trabalho dos ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e dos ACE (Agentes de Combate às Endemias).


Câmara de Caraguá cobra equiparação salarial de agentes de saúde
Sérgio Monteiro/Imprensa Livre
A Câmara de Caraguatatuba aprovou o requerimento do vereador Renato Leite Carrijo de Aguilar, o Tato (PSD) que solicita informações da prefeitura sobre a remuneração e jornada de trabalho dos ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e dos ACE (Agentes de Combate às Endemias).
De acordo com o autor, em 17 de junho deste ano, entrou em vigor uma lei federal que instituiu o piso salarial nacional e as diretrizes para o plano de carreiras dos ACS e dos ACE, fixado em R$ 1.014 para jornada de 40 horas semanais.
Tato disse que recebeu vários questionamentos dos servidores e por isso entrou com o requerimento solicitando as razões do não enquadramento da remuneração para os agentes municipais. “Essa é uma luta que nós estamos ganhando. Conversamos muito no passado e, hoje, estamos registrando um documento oficial para que vocês tenham a resposta. Eu acredito que nós vamos aprovar porque vocês merecem essa equiparação” diz o autor.
Vilma Teixeira (PSDB), disse que foi agente por dois anos e que o trabalho deles não é fácil, pois além do desgaste físico há o desgaste psicológico e emocional. “Outro dia encontrei com um grupo de agentes, eles estavam saindo da secretaria e estavam lá assinando que não iriam receber mais a insalubridade por não terem contato com doenças infectocontagiosas. A gente automaticamente tem sim. Se nós visitamos um paciente com tuberculose, não temos contato com sangue e não fazemos coleta, mas temos contato com a doença. Se o paciente tossir em nossa direção, a gente se contamina. Quem sabe futuramente a gente possa lutar por isso também”.
Francisco Carlos Marcelino, o Carlinhos da Farmácia (PPS) disse que por se tratar de lei federal, esse é um direito dos agentes e que se não for cumprida, futuramente o prefeito pode ser penalizado. “Os agentes da saúde vão receber o que é de direito deles para atender à população como determina a lei. Eu trabalho há 40 anos na saúde e como a vereadora falou, só de você entrar em contato com um espirro de alguém com tuberculose, você já pega a doença, então eles têm que receber insalubridade”.
Cristian Alves de Godoi, o Baduca Filho (PDT) disse que ficou impressionado com duas agentes que atendem no bairro Estrela D’Alva. “Elas têm um respeito, um carinho e um amor para as pessoas que visitam, como se fossem seus parentes, dão atenção e dão o principal, que é o respeito ao outro, o que às vezes falta pelo próprio parente na casa. Está sendo feito justiça para vocês, porque de fato, vocês suprem a necessidade da saúde do nosso município”.
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