Câmara de São José recebe discussão sobre transposição do Paraíba do Sul

A Câmara de São José dos Campos recebeu nesta sexta-feira (11) um encontro ordinário da Frente Parlamentar do Vale do Paraíba, porém a grande discussão do dia foi a transposição do rio Paraíba do Sul.

Escrito por: Beatriz Scotti3 min de leitura
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Câmara de São José dos Campos (Reprodução/Câmara São José dos Campos)

Câmara de São José dos Campos

Reprodução/Câmara São José dos Campos

A Câmara de São José dos Campos recebeu nesta sexta-feira (11) um encontro da Frente Parlamentar do Vale do Paraíba, onde a grande discussão foi a transposição do rio Paraíba do Sul. No evento, foram recolhidas assinaturas para um abaixo-assinado, além de um manifesto que será encaminhado para o Governo do Estado contra a transposição.

A vereadora Renata Paiva (DEM) propôs que fosse feito um pacto em defesa da bacia, revitalização das represas e preservação das nascentes, alem de ler o manifesto. Já o vereador Luiz Mota (PROS) diz que o problema na capital é causado por falta de planejamento.

“No Rio de Janeiro se desperdiça 52% da água dos rios, em São Paulo são 35%, o que ainda é muito. As nossa grandes cidades tem buscado tratar esgoto, São José dos Campos está quase no 100%, Jacareí também, mas faltou planejamento do Governo de São Paulo. Se o governo tivesse feito o dever de casa, não estaríamos nessa situação”.

Participaram do encontro, cerca de 330 pessoas de 27 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais .

Transposição 
Geraldo Alckmin anunciou em março um projeto de captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, na região do Vale do Paraíba, para abastecer o Sistema Cantareira, responsável pelo fornecimento de água na Grande São Paulo. As obras devem custar cerca de R$ 500 milhões. Segundo Alckmin, a transposição de água entre a represa de Jaguari e o reservatório Atibainha só acontecerá se o nível do Sistema Cantareira estiver abaixo de 35% da capacidade.

A proposta é retirar água de um dos braços da represa do Jaguari, na cidade de Igaratá, por meio de uma estação elevatória e levá-la ao reservatório Atibainha, em Nazaré Paulista, no Sistema Cantareira, por um canal com 15 km de extensão.

Alckmin disse que a medida não causará impacto nem na produção de energia elétrica nem no fornecimento de água para as cerca de 15 milhões de pessoas que são abastecidas pelo Rio Paraíba do Sul, nos Estados São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto de transposição enfrenta resistência de técnicos e prefeitos da região do Vale do Paraíba e de municípios fluminenses.

“Nós não estamos tirando água do Paraíba. É uma medida que não é novidade, para se ter mais segurança, todos ganham, é uma sinergia. A medida é tecnicamente correta, recomendável, evitando grandes enchentes e grandes secas, o estresse hídrico. É preciso ter um aproveitamento melhor das águas. Isso vai trazer um ganho, você vai ter dois reservatórios gigantescos para poder armazenar mais água e ter mais segurança hídrica. Tem que garantir ao Rio de Janeiro todas as vazões mínimas, mas tanto São Paulo quanto Rio serão beneficiados”, disse à ocasião.

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