Câmara de Taubaté vai analisar propostas de mototaxistas

Vereadores da Câmara de Taubaté irão estudar as reivindicações apresentadas pelos mototaxistas da cidade durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (29) na Câmara. O evento discutiu o projeto de lei que prevê alterações nas regras na atuação desses profissionais. A sessão foi acompanhada por cerca de 100 mototaxistas e contou com a presença da secretária de Mobilidade Urbana, Dolores Pino, a Lola.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Vereadores de Taubaté irão estudar as reivindicações apresentadas pelos mototaxistas da cidade durante a audiência pública realizada na última quinta-feira (29) na Câmara. O evento discutiu o projeto de lei que prevê alterações nas regras na atuação desses profissionais. A sessão foi acompanhada por cerca de 100 mototaxistas e contou com a presença da secretária de Mobilidade Urbana, Dolores Pino, a Lola.

Os profissionais, que seguiram em passeata até a Câmara, pressionaram os vereadores para modificar alguns temas polêmicos do projeto. Padronização das motos na cor vermelha, implementação do taxímetro e a proibição de levar as motos para casa depois do expediente foram as principais reivindicações.

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Ao lado do vereador Luizinho da Farmácia (Pros), Lola ouviu as solicitações

Divulgação/ Câmara de Taubaté

Na quinta-feira o evento foi marcado por ânimos exaltados e seguidos pedidos de ordem por parte do vereador Luizinho da Farmácia (Pros), que conduziu a audiência. Após a sessão, o parlamentar afirmou que as alterações ao projeto do prefeito podem ser apresentadas pelos vereadores por meio de emenda. “Desde que seja de acordo com o que é estabelecido pela Constituição”, ressalta.

Durante o evento, um dos mais envolvidos com a causa dos mototaxistas era o presidente da casa, o vereador Carlos Peixoto (PMDB). Para o parlamentar, não pode haver proibição para que os profissionais levem as motos para casa após o expediente.

“Os mototaxistas ainda não são obrigados a pintar as motos de forma igual. Como vai conseguir vender o veículo depois?”, constestou durante seu tempo de fala.

Na Câmara, a Comissão de Justiça será responsável pela apresentação das emendas ao Executivo. Serão levadas em consideração as reivindicações trazidas pelos mototaxistas durante a sessão de quinta-feira. “Não vamos conseguir agradar a todos, até porque nem os próprios profissionais têm uma reivindicação unânime”, conta.

Secretaria
De acordo com o discurso da secretária de Mobilidade Urbana, o bom senso será condicionante para que as alterações sejam ou não acatadas pelo executivo. “As questão da coloração das motos, por exemplo, pode ser revista. Desde que a nova legislação facilite a identificação dos motociclistas cadastrados”, esclarece.

Lola afirma que o projeto trata-se de uma inversão de valores na ordem de empregado e patrão para os profissionais da área. Com a nova lei, os profissionais poderão se reunir em cooperativas, sem a obrigatoriedade de filiar-se a uma agência.

“Cada grupo poderá escolher se quer se organizar criando associação ou contratando agência para fazer gestão. Quem vai definir a forma de trabalhar é o mototaxista”, diz.

Profissionais
Dentro do setor, mesmo ainda não havendo uma opinião unânime sobre qual o projeto ideal para atender a categoria. Deixar de depender das agências agrada os profissionais.

O mototaxista Ênio Sergio de Melo comemora a possibilidade de ser dono de seu próprio negócio, mas cobra comprometimento da prefeitura. “É uma boa oportunidade, mas queremos que a prefeitura ouça de verdade as reivindicações dos profissionais”, afirma.

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