Câmara rejeita abertura de processo de cassação de Carlinhos Almeida
Sessão terminou com 11 votos contrários e 10 favoráveis à denúncia do MBL


11 votos rejeitam denúncia contra o mandato do prefeito de São José
Flávio Pereira/CMSJC
O pedido de abertura do processo de cassação do prefeito Carlinhos Almeida (PT) foi rejeitado por 11 votos contra 10 a favor, na sessão da Câmara dos Vereadores de São José dos Campos, na noite desta quinta-feira (23). Após uma audiência adiada por confusões e brigas, na terça-feira (21), a reunião desta vez seguiu com ambos os lados democraticamente presentes e se manifestando nas galerias.
CONTRÁRIOS
Tonhão Dutra (PT)
Carlinhos Tiaca (PDT)
Dra. Angela (PT)
Juliana Fraga (PT)
Luiz Mota (PSC)
Macedo Bastos (PSD)
Prof. Calasans Camargo (PRP)
Renata Paiva (PSD)
Robertinho da Padaria (PPS)
Valdir Alvarenga (PSD)
Wagner Balieiro (PT)
FAVORÁVEIS
Rogério Cyborg (PV)
Dilermando Dié (PSDB)
Dr. Roniel (DEM)
Dulce Rita (PSDB)
Fernando Petiti (PSDB)
Juvenil Silvério (PSDB)
Roberto do Eleven (PRB)
Walter Hayashi (PSC)
Willis Goulart (PMB)
Shakespeare Carvalho (PRB)
A votação da denúncia apresentada pelo MBL (Movimento Brasil Livre) à câmara foi adiantada após um pedido do vereador Rogério Ciborg (PV), que solicitou o voto nominal pelos vereadores, que também foi aceito. A votação encerrou com o décimo voto “sim”, do presidente da câmara Shakespeare Carvalho (PRB), mas que não alcançou a maioria de 14 para abrir o processo de investigação. “Votei sim, favorável, para ter transparência e para que possa ser feita as investigações pertinentes. A votação qualificada exigia dois terços dos votos do total do plenário, o qual não alcançou, findando esse processo na câmara”, explica o presidente.
A desaprovação foi comemorada pelos vereadores partidários ao governo, que afirmam que a denúncia era apenas uma estratégia política. “Admitir o pedido de cassação do prefeito a três ou quatro meses das eleições é totalmente sem fundamentos. Era um movimento de caráter político partidário, com conteúdo eleitoreiro e não um movimento popular e apartidário”, relata o vereador Wagner Balieiro (PT).
O coordenador do MBL, Thomaz Henrique Barbosa, afirma que a denúncia apresentada por eles era uma ação que os parlamentares deveriam realizar como fiscalizadores. “Não foi surpresa o resultado, por sabermos quem são os integrantes da Câmara, mas lamentamos. Esperávamos que os vereadores cumprissem o papel de fiscalizadores do governo. Ao vermos chegar uma denúncia e antes de ser aberta para a defesa, já ser arquivada, temos a impressão que os vereadores estão protegendo o governo e não nos representando”, relata.
O presidente do PT de São José dos Campos, Giba Ribeiro, rebateu o processo contra o governo do prefeito Carlinhos Almeida, afirmando que o movimento denunciante seria financiado por partidos opositores. “Me deixa intrigado vereadores experientes entrarem no “trololó” de uma garotada inconsequente e irresponsável. O presidente Shakespeare e outros vereadores estão usando desses meninos para uma coisa sem fundamento”, conta Ribeiro.

Plenário lotado de opositores e partidários ao governo durante sessão
Eduardo Pandeló/Meon
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