Campanha de vacinação contra sarampo começa em agosto

Além da tríplice viral, campanha fornecerá vacina contra a poliomielite

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
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Campanha de vacinação começa dia 6 de agosto

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A campanha de vacinação nacional contra o sarampo começa no dia 6 de agosto em todas as cidades da RMVale. A vacina, que também protege contra caxumba e rubéola, será aplicada até o dia 31 do próximo mês. 
Além da tríplice viral, a campanha irá fornecer vacina contra a poliomielite. Até o momento, não há casos suspeitos das doenças e nem confirmados na região. 

O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa que está erradicada há 18 anos no estado de São Paulo, mas pais e responsáveis esquecem que a doença pode voltar se os filhos não forem devidamente protegidos. A imunização possui tripla ação, protegendo contra o sarampo, rubéola e caxumba.

Segundo Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, a cobertura de vacinação contra a doença está abaixo da média esperada de 95% da população imunizada até dezembro, assim como a proteção contra a poliomielite que teve uma adesão abaixo de 35% no Vale do Paraíba até o mês de junho.

“Por conta de que sarampo, poliomielite e outras doenças tenham sido erradicadas há muito tempo, os pais e responsáveis tem a falsa ideia de que seus filhos estarão protegidos e de que as doenças não irão voltar. Acreditamos que esse seja um dos motivos para a baixa adesão. A média esperada é de 95% da população vacinada, e hoje estamos com esse número bem menor do que o esperado”, explica a diretora.

Duas doses da vacina devem ser aplicadas em crianças de 1 a 5 anos. Para as pessoas com idade entre 10 e 29 anos, é necessária mais uma dose da vacina contra o sarampo. A diretora explica que pessoas com mais de 50 anos normalmente não contraem a doença por já terem tido contato.

“As pessoas que tem mais de 50 anos não precisam mais tomar, pois normalmente já tiveram contato com o vírus da doença. Aos que não tem a certeza que de estarem imunizados é necessário repetir a dose. A vacinação é de extrema importância neste momento, pois no Rio de Janeiro já temos dois casos registrados além de pessoas que contraíram a doença no Rio Grande do Sul em Manaus e Rondônia”, conclui.

A vacina e os sintomas 

O médico especializado em vacinas que atua na área a mais de 30 anos, Paulo Miragaia, explica a importância da vacina e os sintomas das doenças.

“A vacina contra o sarampo e a poliomielite são aplicadas de forma injetável e possuem o vírus da doença atenuado. Não apresentam efeitos colaterais, de vez em quando o paciente pode apresentar febre e dor no local da aplicação. Ela é de extrema importância por que bloqueia o vírus e quando falamos dessas vacinas protegem não só uma doença, mas muitas. Em algumas cidades do Brasil nem 50% da população está vacinada. O sarampo pode matar e a poliomielite pode deixar sequelas irreversíveis e graves”, completa Miragaia.


Confira os sintomas a cada período da doença de acordo com o Ministério da Saúde:

Período de infecção: dura aproximadamente sete dias, onde surge a febre, acompanhada de tosse seca, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2° ao 4° dia desse período, surgem as manchas vermelhas, quando se acentuam os sintomas iniciais. O paciente apresenta prostração e lesões características de sarampo: irritação na pele com manchas vermelhas, iniciando atrás da orelha.

Remissão: caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, com declínio da febre. A erupção na pele torna-se escurecida e, em alguns casos, surge descamação fina, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea.

Período toxêmico: o sarampo é uma doença que compromete a resistência do hospedeiro, facilitando a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana. Por isso, são frequentes as complicações, principalmente nas crianças até os dois anos de idade, em especial as desnutridas e adultos jovens.

A ocorrência de febre, por mais de três dias, após o aparecimento das erupções na pele, é um sinal de alerta, podendo indicar o aparecimento de complicações: infecções respiratórias; otites; doenças diarreicas e neurológicas.

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