Campanha em números: confira como o São José conquistou o acesso para a Série A-3

A Águia do Vale manteve a melhor campanha desde o início da competição, além de ter o melhor ataque do campeonato

Escrito por: Vinicius Assis5 min de leitura
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Liderando a classificação geral desde o início do campeonato, o São José bateu o Manthiqueira na semifinal e se garantiu na Série A-3 do Campeonato Paulista de 2021. A Águia do Vale tem a maior pontuação, o melhor ataque e também conta com um dos artilheiros da divisão. Confira como foi o caminho da equipe no campeonato.

Há quatro anos, quando voltou a disputar a Bezinha, o São José bate na trave dos acessos e acaba sendo desbancado na fase eliminatória. Em 2017, a equipe chegou até às quartas de final, mas pararam no União Mogi. Em 2018 um gol do Comercial de Ribeirão Preto na semi tirou o sonho do acesso. Em 2019, foi a vez do Marília eliminar a Águia nas quartas de final.

Cansados do histórico de “quases” o São José montou um elenco de peso para 2020.

Divulgação
O elenco da Águia é um dos mais fortes da Bezinha (Divulgação)

Montagem da equipe

Em entrevista ao Portal Meon em julho, o presidente Celso Monteiro já prometeu o que a torcida devia esperar: um time forte e a esperança de acesso. “Nós vamos montar um grande elenco, um elenco bom mesmo, tipo um Flamengo do interior, eu acredito que se tudo correr bem, um dos melhores elencos vai ser o nosso, vamos trazer jogadores, que já subiram, tem acesso no currículo, está jogando na A3 e na A2”, afirmou com convicção o presidente do Águia.

A promessa foi cumprida e o São José se firmou como um dos times mais fortes da competição. Dos 33 atletas inscritos para disputar a competição, 11 já haviam conquistado o acesso com outros clubes.

Além dos atletas, outro diferencial da equipe foi o técnico Ricardo Costa, que chegou ao quarto acesso de divisão em apenas cinco anos. Antes, Costa conseguiu subir da última divisão para a Série A-3 em 2016 com a Portuguesa Santista, em 2017 com o São Bernardo e em 2019 com o Marília. Apesar disso, apenas em 2016 o time dirigido por Ricardo Costa se sagrou campeão.

Reprodução
Ricardo Costa também é chamado de “Rei dos acessos” (Reprodução)

Primeira fase

Na primeira parte do campeonato, o São José enfrentou o Manthiqueira, de Guará, o União Suzano, da cidade de mesmo nome, o Atlético Mogi e o União Mogi, ambos de Mogi das Cruzes. A Águia teve vida fácil. Foram sete vitórias e apenas uma derrota, além de 26 gols marcados e apenas oito sofridos. A campanha quase que impecável garantiu 21 pontos para o São José e o primeiro lugar na classificação geral.

O mata mata

Por ter ficado com a melhor campanha na primeira fase, o São José enfrentou o pior classificado, no caso o Itapirense. O time de Itapira se classificou com apenas 11 pontos, com três vitórias, dois empates e três derrotas, além de ter marcado só nove gols e ter sofrido sete.

Na partida de ida, em Itapira, o São José foi bem e superou os donos da casa por 3 a 2. Por conta do regulamento a Águia poderia ser derrotada por um gol de diferença que ainda assim estaria classificada. Foi o que aconteceu. O time foi mal e acabou perdendo por 1 a 0, mas ainda assim se classificou.

Nas quartas de final,  o time do Vale enfrentou o Rio Branco, que leva o nome da cidade de origem. Os alvinegros se classificaram com 13 pontos e haviam marcado 15 tentos e sofrido nove gols até o confronto com a Águia.

Mais uma vez o São José foi superior na partida fora de casa e venceu pelo placar mínimo. Com o resultado, novamente a Águia poderia perder por um gol de diferença que se classificaria para a próxima fase. Os joseenses apresentaram menos do que o desejado pela torcida, mas com o empate em 1 a 1, garantiu presença na semifinal e ficou a dois jogos do tão sonhado acesso.

Um confronto regional definiu um dos finalistas do campeonato. São José e Manthiqueira mediram forças, mas com os joseenses sendo considerados favoritos, mesmo com a Laranja Mecânica tendo somado 26 pontos, além de ter feito 28 gols e sofrido outros 20.

A Águia soube lidar com o favoritismo e foi superior nas duas partidas. Em Guará, o São José venceu por 2 a 1 e levou a mesma vantagem das outras fases para o jogo de volta, no Martins Pereira. Na casa dos joseenses uma goleada sacramentou o acesso, 4 a 0.

A decisão

Com a participação garantida na Série A-3 de 2021, o São José vai encarar o Bandeirante de Birigui na decisão. O dia e horário da partida ainda não foi definido pela Federação Paulista, mas o São José terá a vantagem de jogar a partida de volta no Martins Pereira.

Uma das armas do São José vai desfalcar a equipe no primeiro jogo da final, por conta de ter tomado o terceiro cartão amarelo e estar suspenso. Breno é o artilheiro da equipe com 7 gols e divide o posto de maior goleador do campeonato com Pequeno, do Itararé, e com Wendel Rosas, do Manthiqueira.

Já o adversário deve vir com força total. A equipe de Birigui tem 30 pontos na classificação geral, além de ter feito 28 gols e sofrido apenas sete tentos. O Bandeirante chega a final com 71,4% de aproveitamento no campeonato.

Arquivo Pessoal
Breno é o artilheiro da equipe com 7 gols (Arquivo Pessoal)

Confira os números do São José:

Jogos: 14

Pontos: 34

Gols feitos: 37

Gols sofridos: 13

Aproveitamento: 80,9%

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