Caravana de São José dos Campos protesta na abertura da Copa em SP
Na manhã desta quinta-feira (12), três ônibus com cerca de 150 pessoas saíram de São José dos Campos com destino á São Paulo para a manifestação que vai acontecer na zona leste da capital. Integrantes de sindicatos, movimentos sociais e estudantes vão participar levantando a mesma bandeira: insatisfação com os gastos da Copa e descaso com o povo brasileiro.


150 pessoas de S. José vão manifestar em São Paulo nesta quinta-feira (12)
Divulgação/SindMetalSJC
A Copa do Mundo de futebol é o segundo evento mais assistido no mundo, perdendo apenas para as Olimpíadas, mas há quem não queria prestigiar o campeonato. Na manhã desta quinta-feira (12), abertura do mundial, três ônibus com cerca de 150 pessoas saíram de São José dos Campos com destino a São Paulo para a manifestação que vai acontecer contra os gastos investidos no evento.
Segundo o diretor licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, o Mancha, o ato é uma parceria do Sindicato dos Metalúrgicos, do Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) e da Assembléia Nacional dos Estudantes, que devem se reunir a outros manifestantes de outras cidades do país às 10h, na sede do Sindicato dos Metroviários.
“Vamos reivindicar a anulação da demissão dos metroviários de São Paulo e principalmente contra o descaso do governo com o povo brasileiro nas áreas de saúde, educação, transporte, emprego e salário. Não somos contra a seleção brasileira e sim contra os gastos e descaso com a população”, diz Mancha.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José ofereceu transporte gratuito para quem quis ir a São Paulo participar da manifestação. Durante todo o período da Copa do Mundo, manifestações estão programadas para acontecer nas cidades-sede.
Aposentados
Uma delegação de aposentados da Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas) da RMVale saiu às 7h da manhã de São José dos Campos e também vai participar do ato. A Admap vai levar as reivindicações dos aposentados, como o fim do arrocho nos benefícios, recuperação das perdas com a aprovação do projeto de lei 4434/08 e fim do fator previdenciário.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, antes mesmo da Copa, as greves e manifestações populares já estão se espalhando pelo Brasil, como:
Eletricitários da Companhia Hidrelétrica do São Francisco: entraram em greve nessa segunda-feira, dia 9, por PLR.
Trabalhadores do IBGE: em greve desde 26 de maio. Reivindicam a saída da presidente e de todos os membros do Conselho Diretor do instituto.
Professores e servidores da USP: as paralisações começaram dia 27 de maio em alguns setores, mas estão crescendo a cada dia. Eles pedem reajuste salarial, melhores condições de trabalho, contratação imediata de médicos para o Hospital Universitário, mais verbas para a educação, entre outros.
Professores da Unicamp e Unesp: protestam contra a proposta de zero de reajuste salarial.
Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte: em greve desde 15 de abril por reajuste das gratificações, garantia de segurança nas unidades e abertura de concurso público.
Servidores federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica: estão parados há quase dois meses. Na pauta de reivindicações, estão incluídas mudanças na política salarial, isonomia de benefícios, entre outros.
Posts Relacionados

Calçada de 130 km para romeiros na Dutra: veja o que se sabe sobre projeto até Aparecida

Chuva mata oito bovinos, alaga casa e provoca deslizamento em rodovia no Vale do Paraíba

EDP investe R$ 4,5 milhões para ampliar capacidade energética de Lorena em 15%
