Carreira de vigilante atrai mulheres e ganha mercado

Empresas de vigilância registram aumento de mulheres em seu efetivo. Nesta sexta-feira (20), quando a classe comemora o dia do vigilante, o Meon conversou com um especialista em segurança particular e uma vigia, para contar o dia a dia desta perigosa profissão.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Cleide e Jefferson, vigilantes por vocação

Divulgação/Grupo Segurança

Empresas de vigilância registram aumento de mulheres em seu efetivo e ganham cada dia mais mercado. Nesta sexta-feira (20), quando a classe comemora o dia do vigilante, o Meon conversou com um especialista em segurança particular e uma vigia, para saber um pouco mais sobre a profissão.

Cleide Evaristo, 40 anos, é vigilante há 11 anos. Mãe de uma menina, solteira, ela escolheu a profissão por ver na atividade uma fonte de renda garantida e gratificante. “Essa área para mim foi uma oportunidade de ter mais conhecimento, de buscar algo diferente e me encaixei. Aumentou minha autoestima, me fez sentir mais segura, mais tranquila”, explica.

Para a vigilante as mulheres têm uma grande vantagem neste mercado de segurança particular. “A gente tem que lidar com o público, e as mulheres são mais jeitosas, atenciosas, sabem a hora de ser fria também. Muitas empresas pedem vigilantes do sexo feminino, justamente por isso”, conta Cleide que conclui, “Não há nada que nós mulheres não façamos bem ou melhor que os homens nessa profissão”.

Vigilantes
O vigilante é uma figura comum no dia a dia das cidades. No banco, no supermercado, em condomínios, industrias e comércios. Onde vamos, encontramos com este profissional. Mas afinal, como o que eles realmente fazem e como chegaram ali?

Segundo Jeferson Ozeias Paula, que é especializado em segurança particular e chefe de operações do Grupo Segurança, com operação em São José dos Campos, é comum o profissional ser confundido com porteiro, ou recepcionista. “O que as pessoas têm que ver é que o vigilante tem uma função importante, com sua postura e habilidades, inibe o crime e garante a segurança onde atua. É treinado e preparado para isso, inclusive para portar armas”, explica o especialista.

Para ser vigilante, o candidato tem que passar por um exame psicotécnico, entrevista com psicólogo e um treinamento de 20 dias, inclusive com aulas de tiro e defesa pessoal. “Com tudo isso, são autorizados pela Polícia Federal a portar armas em serviço, e aprendem como inibir já com sua postura, que criminosos queiram atentar contra os clientes. A segurança começa com a forma como o vigilante se comporta”, detalha Paula.

De acordo com o Grupo Segurança, que atua em 365 municípios, com seis mil vigilantes, o mercado é promissor e atrai cada dia mais interessados. “A única coisa que oriento é que a pessoa pense bem. Tem gente que vem pelo dinheiro, acha que vai ficar sentado o dia inteiro. Tem que ter uma boa postura, bom discernimento, boa educação e vir com outra visão. É uma profissão perigosa, tem que ter vocação”, conclui.

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