Carro usado por suspeitos de matar gestante é encontrado em São José
A polícia investiga a rota usada pelos bandidos


Carro foi encontrado no bairro Novo Horizonte em São José
Nome do fotógrafo
O veículo usado pelos quatro suspeitos de matar a gestante Leila dos Santos e arrancar o recém-nascido do útero da vítima foi encontrado pela Polícia Civil em São José dos Campos.
De acordo com o delegado de Paraibuna, Raian Braga de Araújo, o carro foi levado para a casa da mãe da suspeita do crime, Maria Terezinha Generoso Rodrigues Vieirado, nesta quarta-feira (19), no bairro Novo Horizonte. O carro passará por uma perícia.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é que a vítima teria sido transportada no veículo ainda com vida pela estrada rural de Paraíbuna, onde a gestante foi encontrada. Ainda de acordo com a polícia, o grupo teria parado em um posto de gasolina para comprar o álcool utilizado para atear fogo na vítima.
Leila dos Santos, que tinha 39 anos, foi dopada, morta com uma facada no pescoço e teve seu bebê arrancado do útero e levado pelos criminosos. A criança foi resgatada pela polícia em Duque de Caxias (RJ), onde Maria Terezinha Generoso Rodrigues Vieira, de 33 anos, e seu namorado, Nicolas Lopes Caetano, de 21, foram presos no último sábado (14).
Na manhã de terça-feira (17), Noel Felipe Pereira Medeiros, de 18 anos, e Mara Rúbia Barbosa, de 39, também foram presos acusados de terem participado do crime.
Entenda o Caso
4 de julho- quarta-feira
14h – Polícia Militar recebe a ligação de funcionários da balsa da represa de Paraibuna avisando ter encontrado um corpo.
15h – A equipe policial chega ao local e identifica o corpo sendo de uma mulher negra de aproximadamente 30 anos. A vítima vestia roupas comuns e estava com o corpo e rosto queimados. Ao lado do corpo foram encontrados um cordão umbilical e uma placenta.
16h – Equipe de investigação criminal chega ao local do crime. Provas foram recolhidas e é constatado que a vítima estava com a barriga dilacerada e teria passado por uma cesariana no local. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Jacareí e identificado como Leila dos Santos, 30 anos, sem residência fixa.
5 de julho – quinta-feira
10h – Durante a investigação do caso, funcionários do cartório de registro civil entram em contato com a Polícia Militar e informam que uma mulher havia tentado registrar um recém-nascido sem documentação. A PM foi informada que a criança teria nascido em uma casa na zona rural da cidade próximo à Salesópolis, a 47 km de distância do centro de Paraibuna. No local nenhum vizinho reconheceu os suspeitos pelas imagens fornecidas pela polícia.
11 de julho – quarta-feira
15h – Polícia Civil decreta a prisão preventiva da suposta mãe e do homem que a acompanhou ao cartório. A dupla está foragida e permanece sendo procurada pela policia.
12 de julho – quinta-feira
Família reconhece o corpo da vítima e polícia procura por suspeitos.
13 de julho – sexta-feira
11h30 – Corpo da vítima é sepultado no Cemitério Colônia Paraíso no Jardim Morumbi em São José dos Campos.
14 de julho – sábado
20h – Casal é trazido de Duque de Caxias (RJ) pela Polícia Civil de Paraibuna para a região. A mulher ficará presa em Santa Branca e o homem, em Jacareí. O bebê permanecerá internado no Rio por um período de dez dias.
15 de julho – domingo
A Polícia Civil identifica pelo menos mais dois suspeitos de envolvimento na morte da gestante Leila dos Santos. Nicolas presta depoimento ao delegado Raian Braga de Araújo por cerca de cinco horas. Ele teria confessado envolvimento no crime, mas negou intenção de matar Leila.
16 de julho – segunda-feira
Justiça decreta prisão Noel Felipe Pereira Medeiros, de 18 anos, e Mara Rúbia Barbosa, de 39.
17 de julho – terça-feira Felipe e Mara são presos e prestam depoimento. Segundo a polícia, eles confirmam participação no crime, mas alegam que não mataram Leila.
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