Casa nova: mudança no financiamento pode aquecer setor da RMVale

Limite para financiamento com FGTS passa para R$ 1,5 milhão

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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iniciativa deverá injetar cerca de R$ 80 milhões no mercado pelos próximos seis anos

Divulgação/Arquivo Meon

O setor de imóveis da RMVale poderá ser aquecido nos próximos anos devido a alteração do teto máximo para financiamentos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A partir do ano quem vem, o limite passará de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão. A medida ocorre por decisão do Conselho Monetário Nacional.

A mudança vale para financiamentos contratados dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Segundo estimativas do Banco Central, a iniciativa deverá injetar cerca de R$ 80 milhões no mercado pelos próximos seis anos.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, a resolução 4.676/18 -que trata sobre a alteração em questão- possibilita maior liberdade de contratações e estimula o ingresso de novos operadores ao sistema, além de estimular e melhorar os ativos gerados.

O aumento do teto máximo é uma boa alternativa para os interessados em adquirir um imóvel com recursos do FGTS, conforme ressalta a Caixa em um trecho da nota.

“A mudança também representa um impulso importante no escopo de atuação do Sistema Financeira da Habitação (SFH), com grande relevância para o tomador de crédito, por melhorar as condições de financiamento, tais como taxas de juros e possibilidade de utilização do FGTS. Gera ainda a expectativa de maior oferta de imóveis usados, o que pode se constituir num elemento a mais de redução de pressão sobre os preços”.

A moradora de São José dos Campos Priscila Avelar, de 26 anos, financiou um apartamento recentemente com recursos do FGTS. O valor do imóvel era de R$ 180 mil e Priscila só conseguiu adquirir a habitação por conta deste mecanismo.

“Sem esse tipo de recurso eu não conseguiria comprar o apartamento. Eu teria que dar um valor de entrada que eu não tinha, mas o meu fundo de garantia se aproximava desse valor. No meu caso, essa alternativa fez uma diferença enorme”, conta.

Segundo Fernando Gianjiope, diretor comercial de um consórcio de São José dos Campos, a medida deverá favorecer o setor imobiliário e principalmente quem tem saldo em FGTS.

“A medida deverá expandir o mercado de possíveis compradores, visto que, muitos trabalhadores desejam ter imóveis acima da faixa do limite atual de R$ 950 mil. Atualmente, temos tido bastante demanda no sistema de Consórcio Imobiliário para créditos acima de R$ 1 milhão, onde muitos destes clientes desejam utilizar o FGTS”, informa.

De acordo com Gianjiope, a medida deverá refletir significamente aqui na região do Vale do Paraíba. “Somos uma região com mercado muito importante, apenas em São José dos Campos, o Valor Geral de Venda, nos últimos 12 meses, foi de R$ 287 milhões , sendo assim temos uma base muito importante na região que qualquer crescimento refletirá com valores expressivos”.

A mudança, contudo, não significa que o valor máximo está disponível para todos os perfis de compradores. Os financiamentos continuam seguindo as regras do SFH, sendo que a pessoa precisa atender a requisitos e passar por avaliações bancárias.

Lucas Sanseverino, de 32 anos, também utilizou o FGTS para financiar um apartamento em março de 2017. Ele comenta que o recurso o ajudou bastante “pois completou a entrada no imóvel, abatendo assim também no valor total que peguei de financiamento no banco. Meu apartamento custava R$ 180 mil, sendo que consegui juntar R$100 mil”, finaliza.

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