Casal de Taubaté perde tudo em incêndio dias antes do nascimento da filha
Apesar da perda e do susto, já começaram a se reerguer

Um casal de 25 e 26 anos que morava no bairro Sete Voltas, em Taubaté, perdeu tudo que mantinha na casa que pegou fogo no sábado (31). O acidente aconteceu a poucos dias do nascimento da pequena Catarina, filha do casal.
Paulo César Oliveira contou ao Portal Meon que ele e a esposa estavam na casa do pai dela, no mesmo bairro, quando avistaram a fumaça vinda da casa deles.
Na residência, estavam os tios do casal, um deles consertava o telhado. “Como é área rural, tinha caído bastante folhas, ele (tio) foi lá limpar o telhado e o forro e estava quase terminando quando o fogo começou, quase que ele não sai de lá”, relatou o rapaz, que trabalha com manutenção de bicicletas.
O casal reformava a casa, que havia sido alugada, para receber a bebê. Estava quase tudo pronto, exceto o piso do banheiro.
“Perdemos tudo que ganhamos no chá de bebe — roupas nossas, meu celular que estava em cima da cama, tudo que tinha da criança, os pisos que já estavam rejuntados estouraram por causa do calor intenso; o forro queimou, ficamos até com medo de o telhado cair dentro da casa”, conta o comerciante.
A esposa, que pode dar à luz nos próximos dias, passou mal com a visão da casa em chamas. “Tive que levá-la para o hospital, ela ficou muito ruinzinha porque (a casa) tinha coisas que a gente comprou aqui, ganhou ali. Ela já estava triste porque foi pouca gente no chá de bebê. O pouco que a gente ganhou pegou fogo”, continua.
Segundo o comerciante, ninguém sabe como o fogo começou; o motivo pode estar relacionado à fiação, já que a casa é antiga. Ele também afirma que o Corpo de Bombeiros provavelmente nem deve ter sido acionado. ”O vizinho que emprestou água do poço para o meu tio apagar o fogo. Se alguém tentou chamar (os bombeiros), pode não ter tido sinal (de celular)”.

Recomeço das cinzas
Com a ajuda de amigos e familiares, o casal já começou a se reerguer. “A gente já ganhou algumas coisas de amigos nossos, compraram roupas no cartão, para a gente não continuar só com a roupa do corpo. Conseguimos coisas para a Catarina e agora estamos procurando espaço para ficar”. Por ora, o casal tem se hospedado com uma tia, no bairro Emecal.
Apesar de a casa não ter sido vistoriada por especialista, Oliveira acredita que possa ser reparada. “Dá para arrumar sim, eu mesmo, com meus tios e tias, já conseguimos arrancar a ‘sujeirada’ que ficou, o estrago”.
“Catarina não vai nascer tendo surpresa ruim não, o pior já passou. Se for desanimar, a gente não faz nada”, conclui o pai otimista.








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