CCZ encontra larvas do mosquito da dengue em todas as regiões de S. José
Apesar de baixa infestação do Aedes, número de criadouros preocupa


Apesar de baixa infestação do Aedes, número de criadouros preocupa
Beto Faria/PMSJC
A última ADL (Avaliação de Densidade Larvária), feita pelos técnicos do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), identificou larvas do mosquito da dengue em todas as regiões de São José dos Campos. Apesar de uma baixa infestação do Aedes aegypti, o número de criadouros preocupa.
Em toda cidade, foram encontrados 14.378 recipientes em condições favoráveis para o Aedes aegypti. Deste total, 38,6% estavam com água parada. Dos que tinham água parada, 1% (57 recipientes) tinham larvas.
Segundo a gerente do CCZ, Margarete Correia, embora o índice larvário não esteja alto, o grande número e o tipo de criadouros encontrados preocupam. “Isso mostra que a população voltou a acumular criadouros em casa. E isso é o que temos de evitar. Afinal, estamos entrando no período mais crítico para a dengue, com dias mais quentes e chuvosos, condições climáticas extremamente favoráveis para a proliferação do mosquito”, explicou.
De acordo com Margarete, nos dias quentes e com chuva, o ciclo do mosquito é mais curto, passando da fase ovo para a fase adulta em apenas seis dias. “A vigilância tem de ser constante. Não podemos baixar a guarda, nem um minuto”, disse.
Índice larvário
Segundo a ADL, o índice larvário (Índice Breteau) nas 16 regiões da cidade, delimitadas pela Secretaria de Saúde para o planejamento de ações de combate e controle da doença, ficou em 0,3, ou seja, abaixo de 1, que é a classificação considerada como limite aceitável pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a secretaria, foram visitados 19.075 imóveis, no período de 15 a 28 de outubro. O índice Breteau corresponde ao número de imóveis onde foram encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti, durante a avaliação.
O índice mais alto -0,6- foi encontrado na região 7, que compreende os bairros Vista Linda, Vila Industrial, Jardim Ismênia, Jardim Maracanã, Jardim Olímpia, Jardim Copacabana, Jardim Brasília, Jardim Universo, Jardim São Jorge, Vila Ester, Vila Tesouro, Chácara dos Eucaliptos, Vila Patrícia, Jardim ValParaíba, Vila Tatetuba, Conjunto Residencial Parque das Américas, Conjunto Habitacional Intervale, Residencial Planalto e Conjunto Integração, na região leste da cidade.
Essa mesma região registrou o maior índice de recipientes de (1,9), o que revela a existência de maior números de reservatórios com água e que podem se tornar criadouros do mosquito da dengue. Só nessa região foram encontrados 190 pratinhos de planta, sendo que em 59 deles havia água acumulada.
Dengue em São José
Em 2015, já foram registrados 14.330 casos de dengue na cidade (13.840 autóctones e 490 importados). Se considerado apenas o “ano dengue” -a partir de 5 de julho-, foram registrados 93 casos da doença (82 autóctones e 11 importados).
Posts Relacionados

55 cães esperam por você na feira de adoção deste sábado

Exposição de quadros feitos por idosos percorre a cidade com arte

Jacareí zera óbitos no trânsito em setembro e acumula seis meses sem mortes em vias municipais em 2026
