Ceagesp pode ter estoque zerado e preços disparam nos supermercados

Paralisação de caminhoneiros gera falta de abastecimento na companhia

Escrito por: Leonardo Gonzaga3 min de leitura
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Valores estão supervalorizados por conta da paralisação dos caminhoneiros

Internauta Meon

O Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais) de São José dos Campos, principal fornecedor de pequenos supermercados, feirantes e hortifrútis da região, pode ter o estoque próximo de zero nesta sexta-feira (25). Com isso, o valor de produtos dispararam nos supermercados da cidade.

No momento, o Ceagesp não irá realizar a distribuição, apenas abrir o mercado para comerciantes. Na última quarta-feira (23), segundo a companhia, apenas 40% dos produtos chegaram para abastecer o local. Hoje (24), a expectativa da administração é de que o estoque seja reabastecido em 30%.

“O mercado irá funcionar, porém, a nossa expectativa é que o movimento seja próximo de zero até amanhã. Nós dependemos da chegada dos caminhões e, por conta da paralisação, eles não estão chegando. A redução foi drástica, pois abastecíamos todos os dias”, explica o técnico administrativo do Ceagesp, Henrique Leonel Ribeiro.

Valores
No entanto, mesmo com a redução, os preços dos produtos continuam com o valor anunciado pela companhia na última quarta-feira. De acordo com Henrique, o preço do saco com 50 quilos de batata está a R$ 200 e, na semana passada, o valor era de R$ 70. Já o tomate, uma caixa de 22 quilos passou de R$ 50 para R$ 130. O aumento foi de 185% e 130%, respectivamente.

O reflexo dos aumentos já está atingindo os supermercados da cidade, que já estão com produtos supervalorizados. No supermercado Spani, na Avenida Cassiano Ricardo, internautas enviaram fotos com o preço do quilo do tomate a R$ 8,99 e a batata, por R$ 6,99. Para o estudante Luis Vinicius Melione, de 24 anos, os valores são absurdos.

“Como eu moro sozinho, é um valor absurdo e que machuca o bolso. Eu já cheguei a pagar R$ 2,60 em tomate e R$ 5,00 na batata. É desesperador”, afirma.

O Meon questionou o supermercado sobre o preço dos produtos e, em nota, a empresa afirma que “a variação nos preços de produtos de hortifrúti se deve unicamente ao repasse de custos dos produtos adquiridos recentemente”. Além disso, o Spani explica que “os produtos dessa categoria, pelo seu caráter perecível, são negociados diariamente e estão mais sujeitos às variações de preços. O objetivo da rede, no entanto, foi manter o abastecimento de suas lojas, mesmo que para isso tenha havido necessidade de aquisições com valores majorados”, completa.

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