Cegonheiros de Jacareí querem lucrar com chegada da Chery
A Câmara de Jacareí vai discutir se os cegonheiros da região devem ter prioridade na prestação de serviço para a montadora Cherry, que está prestes a inaugurar suas atividades na cidade. A medida beneficiaria mais de 200 empresas da RMVale, representadas pelo sindicato, que ficariam responsáveis pelo transportes dos veículos para as revendedoras.


Executivo comemora primeiro carro montado em Jacareí
Divulgação/Chery
A Câmara de Jacareí vai discutir se os cegonheiros da região devem ter prioridade na prestação de serviço para a montadora Chery, que está prestes a inaugurar suas atividades na cidade. A medida beneficiaria mais de 200 empresas da RMVale, representadas pelo sindicato, que ficariam responsáveis pelos transportes dos veículos para as revendedoras.
A proposta que privilegia as empresas da região seria votada nesta quarta-feira (6), mas foi adiada por duas sessões. De autoria do vereador Itamar Alves (PDT), o projeto prevê que a empresa tenha que contratar os prestadores de serviço estabelecidos na cidade.
Na última segunda-feira (4), vereadores receberam representantes da Direção Geral e Regional do Sindicato dos Cegonheiros. O vice-presidente do sindicato, Jaime Ferreira dos Santos ressalta e importância de criar uma rede de serviços entre os prestadores da cidade.
“O Sindicato não é responsável por criar postos de emprego nas fábricas, mas sim lutar pelos direitos de seus associados conseguirem aproveitar as oportunidades oferecidas pelas empresas”, diz.
A proposta também prevê que o Poder Público Municipal deve estabelecer parcerias com empresas que sejam micro, pequenas ou médias, que atuam na fabricação de peças para montagem de autos ou outros veículos automotores, como máquinas dos mais variados modelos e funções.
A previsão é de que a Chery abra mais de mil postos de trabalho na cidade e vai ser a quarta montadora de veículos na região. As outras três, GM, Volkswagen e Ford, enfrentam dificuldades, demitindo funcionários e implantando planos de lay-off, demissões voluntárias e férias coletivas.
Exagero
O vereador Edgar Sasaki (DEM) defende uma flexibilização no projeto de lei. De acordo com ele, a medida pode criar problemas para a montadora chinesa.
“Não podemos ferir a liberdade de mercado. Desta forma punimos a empresa caso haja um serviço melhor e mais barato em outra região.
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