Cervejas artesanais ganham espaço em São José dos Campos
As cervejas especiais caíram de vez no gosto dos joseenses. De dois anos para cá, o aumento do número de estabelecimentos que oferecem a bebida é o termômetro da recente popularização.

As cervejas especiais caíram de vez no gosto dos joseenses. De dois anos para cá, o aumento do número de estabelecimentos que oferecem a bebida é o termômetro da recente popularização.
Se há pouco tempo os apreciadores da boa cerveja precisavam recorrer às importadoras, hoje multiplicam-se os estabelecimentos que oferecem produtos nacionais e importados. O aumento no número de empórios que oferecem a cerveja fez subir também a quantidade de apreciadores da bebida.

O somelier de cerveja Celso Prado, proprietário do Empório Hopfields
Flávio Pereira/Meon
O perfil desses novos clientes constitui-se na maioria das vezes de pessoas que estão acostumando-se ao hábito de beber as cervejas gourmets. No empório Hopfields, um dos primeiros a dedicar-se exclusivamente a este tipo de produto, a clientela aumenta ao passo que os frequentadores vão se acostumando a esta nova forma de consumir cerveja.
“Normalmente as pessoas vêm para cá pela primeira vez sem saber muito bem o que encontrar. À medida que vão se interessando pela cerveja, acabam voltando para experimentar novas modalidades”, explica Celso Prado, somelier de cerveja e proprietário do estabelecimento.
Diferente das cervejas convencionais, as especiais contam com sabores mais acentuados e frequentemente com graduação alcoólica maior. Para Prado, atualmente está se quebrando um certo preconceito entre os consumidores, que ainda tratavam as artesanais como produtos amargos e de difícil aceitação.
“Isso é puro preconceito. Hoje o panorama é outro. As pessoas experimentam e passam a gostar. É a mesma coisa que acontece com o vinho, elas vão adaptando o paladar e descobrindo novos sabores”, explica.
Aumento
Um aumento nos impostos para as chamadas bebidas frias –grupo que inclui refrigerantes, cervejas, energéticos, isotônicos e refrescos- previsto pelo Governo Federal para depois da Copa, entretanto, pode ser um risco para esse crescimento de popularidade. Isso porque com esta medida, as cervejarias menores seriam as mais prejudicadas.
Marcas nacionais como a Backer, Colorado, Coruja, Paulistânia e Wäl certamente ficarão mais caras. A expectativa é de um aumento de R$ 3 por unidade entre as especiais brasileiras e R$ 2,10 entre as internacionais.
Entretanto, mesmo com o aumento anunciado, Prado acredita na força da popularização das artesanais. De acordo com o especialista, o aumento não vai afastar o consumidor que passou a se apaixonar pelos rótulos.
“Acho que isso não representa uma catástrofe para o setor. Acredito que os proprietários vão segurar um pouco esse repasse ao consumidor, justamente apostando nessa crescente de popularidade”, prevê.







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