Cesta básica sobe pelo quarto mês consecutivo no Vale do Paraíba

Aumento já compromete mais de 36% da renda das famílias da região

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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O custo da cesta básica voltou a subir no Vale do Paraíba em maio e já compromete mais de um terço da renda das famílias da região. Os dados são do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES), da Universidade de Taubaté (UNITAU), que apontou uma alta de 1,11% no último mês.

Segundo o levantamento, o valor médio da cesta básica regional passou de R$ 2.904,18 em abril para R$ 2.936,31 em maio, representando um aumento de R$ 32,13 no orçamento das famílias. Esta é a quarta alta consecutiva registrada pelo estudo e mantém a tendência de pressão sobre os preços dos alimentos observada desde o início do ano.

Entre os municípios pesquisados, Taubaté apresentou a maior elevação mensal, com aumento de 2,03%. Já Caçapava registrou a menor variação, de 0,26%. Campos do Jordão continua liderando o ranking da cesta básica mais cara da região, com custo médio de R$ 3.123,59, enquanto Taubaté apresentou o menor valor, de R$ 2.863,78. A diferença entre os dois municípios chega a R$ 259,81.

Alimentação pesa mais no orçamento

O levantamento mostra que o comprometimento da renda familiar também aumentou. Em maio, uma família precisou destinar, em média, 36,23% de sua renda para a compra dos itens básicos, percentual superior aos 35,83% registrados em abril.

Sem reajuste do salário mínimo no período, a alta dos preços reduz a parcela disponível para outras despesas essenciais, como saúde, educação, transporte e lazer.

A alimentação continua sendo o principal fator de pressão sobre os gastos das famílias. O grupo representa 90,17% do valor total da cesta e registrou aumento de 1,12% em maio. Os produtos de higiene pessoal tiveram alta de 1,66%, enquanto os itens de limpeza doméstica permaneceram praticamente estáveis, com variação de apenas 0,24%.

Batata, cebola e tomate lideram aumentos

Entre os produtos que mais encareceram no mês estão a batata inglesa, com alta expressiva de 63,36%, seguida pela cebola (24,92%), tomate (13,70%), feijão carioca (9,99%) e cenoura (9,63%).

De acordo com o relatório, fatores como entressafra, redução da oferta, condições climáticas adversas e aumento dos custos logísticos contribuíram para a elevação dos preços desses alimentos.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda, ajudando a amenizar parcialmente o impacto sobre o orçamento doméstico. As maiores reduções foram registradas na abobrinha (-20,24%), mamão formosa (-9,12%), café moído (-4,70%), mandioca (-3,86%) e alface (-3,59%).

Acumulado de 12 meses volta a ficar positivo

O estudo também aponta que o custo da cesta básica voltou a apresentar alta no acumulado dos últimos 12 meses. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o aumento foi de 0,77%, o equivalente a R$ 22,42.

O resultado indica uma retomada da pressão inflacionária sobre os itens essenciais após um período de maior estabilidade nos preços.

A pesquisa do NUPES é realizada quinzenalmente em supermercados de Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e Campos do Jordão. O levantamento considera uma cesta composta por 44 produtos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica para uma família de cinco pessoas.

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