Região abre mais de 2.800 vagas de emprego aponta Caged
Das 22 cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba), apenas duas apresentaram saldos negativos na geração de empregos, segundo aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é de 2.854 empregos.


Cidades despontam em ranking
Antonio Pinheiro/GERJ/fotospublicas.com
As 22 cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba), analisadas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, geraram 2.854 empregos em fevereiro. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (17), ainda mostra que apenas duas delas apresentaram saldos negativos na criação de postos de trabalho.
Despontando como a 12ª cidade que mais gerou empregos em todo o Estado, São José dos Campos representa 36,7% do número de vagas na RMVale, com saldo positivo de 1.049 empregos. O setor de serviços alavancou a abertura de vagas na cidade, com saldo positivo de 944.
Para o secretário de Relações do Trabalho de São José, Miranda Ueb, as pequenas empresas contribuíram para o cenário favorável. “Temos em média de duas a quatro empresas nos procurando no PAT todos os dias para contratações. São grupos de pequeno porte e que buscam novos trabalhadores. Estamos oferecendo vários cursos de capacitação para dar qualificação aos trabalhadores”.
Outras cidades na RMVale pontuaram positivamente no ranking estadual foram: Taubaté (488), Aparecida (222), Caçapava (202), São Sebastião (183), Jacareí (107), Guaratinguetá (104), Potim (99), Campos do Jordão (87), Cachoeira Paulista (76), Caraguatatuba (74), Piquete (52), Tremembé (34), Ilhabela (31), São Luiz do Paraitinga (22), Cunha (17), Paraibuna (14 vagas), Cruzeiro (11 vagas), Queluz (6) e Lorena (2).
Na avaliação do economista e professor da Univap, Roque Mendes, a geração de empregos no setor do comércio ainda é instável na região. “Temos como base, a forte geração de empregos pelas indústrias, o que desacelerou nos últimos meses, devido aos cortes, mas esse cenário deve se estabilizar a partir de abril. Já sobre o comércio, é um setor duvidoso, que contratou no fim do ano e que absorve poucos trabalhadores”.
Segundo o economista, o aumento da taxa Selic deve afetar a geração de ofertas na geração nos próximos meses. “O governo aumenta o valor da Selic e com isso os juros também sobem e há uma inibição do mercado de serviços”, disse.
No cenário negativo, cidades turísticas apresentam déficit no saldo de empregos: Bananal com menos uma vaga e Ubatuba que fechou 25 postos de trabalho.
Roque ressaltou que a queda nas duas cidades se deve ao fim do período de férias. “Após a temporada de férias, as cidades turísticas perdem empregos. É algo natural e já previsto”, comentou.
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