Cidades da RMVale perdem postos de trabalho no setor da construção civil
Foram 331 demissões em cinco cidades, diz pesquisa do SindusCon e FGV


Foram 331 demissões em cinco cidades, diz pesquisa do SindusCon e FGV
Flavio Pereira/Meon
Cinco das 39 cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) registraram queda nos postos de trabalho no setor da construção civil em fevereiro deste ano. O balanço é de uma pesquisa elaborada pelo SindusCon-SP (Sindicado da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), divulgada na última semana.
Segundo o levantamento, São José dos Campos, Jacareí, Taubaté, Caraguatatuba e Campos do Jordão fecharam o mês com saldo negativo no emprego e juntas somaram 331 demissões no período. Já Guaratinguetá e Pindamonhangaba apresentaram cenário positivo em fevereiro e tiveram 103 novas vagas.
Em São José dos Campos, foram 245 postos de trabalho fechados em fevereiro, queda de 1,69% em relação ao mês anterior. A cidade ainda acumula 248 vagas fechadas no período de um ano.
A segunda cidade avaliada da RMVale que mais demitiu em fevereiro foi Caraguatatuba, onde 38 pessoas foram demitidas em fevereiro. O número representa uma baixa de 3,39% no nível de emprego da cidade em relação a janeiro.
Em Jacareí, foram 30 postos de trabalhos fechados em fevereiro, uma queda de 1,33% sobre o mês anterior. Em Campos do Jordão, o setor perdeu 16 vagas no período avaliado e, em Taubaté, as baixas foram menores, duas apenas.
Na contramão das cinco cidades da RMVale, Pindamonhangaba e Guaratinguetá tiveram índices positivos no período. Foram 53 novas contratações em Pinda e 50 em Guará.
Postos de trabalho em fevereiro
Em fevereiro, as sete cidades da RMVale registraram juntas 27.055 postos de trabalho ativos no setor da Construção Civil. São 14.289 em São José, 4.966 em Taubaté, 2.332 em Guará, 2.219 em Jacareí, 1.750 em Pinda, 1.084 em Caraguá e 415 em Campos do Jordão.
O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, afirmou não enxergar uma recuperação do emprego na construção brasileira, no curto prazo. “O setor está desempregando pelo 17º mês consecutivo. Mesmo se, como queremos, a crise política tiver um desfecho rápido dentro da legalidade, novos investimentos ao longo deste ano resultarão em obras mais adiante, e somente então se iniciará uma retomada do emprego”, comenta.
Estado de São Paulo e Brasil
O Estado de São Paulo registrou queda de -0,57% em fevereiro na comparação com janeiro e considerando efeitos sazonais, teve redução de 4.431 mil vagas. O índice nacional também é decrescente e o setor teve baixa de -0,83% com o fechamento de 23,9 mil postos de trabalho em fevereiro.
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