Cientista do Inpe quer desmistificar estudo de fenômenos extraterrestres
Presenciar aparições de ovnis, entrevistar pessoas supostamente abduzidas e analisar vestígios de presença de naves extraterrestres em localidades remotas. O que parece rotina restrita aos filmes e séries de ficção científica é atividade encarada com zelo científico pelo pesquisador do Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), Ricardo Varela, de São José dos Campos.


O pesquisador do Inpe, Ricardo Varela
Ricardo Varela/Arquivo pessoal
Presenciar aparições de ovnis, entrevistar pessoas supostamente abduzidas e analisar vestígios de presença de naves extraterrestres em localidades remotas. O que parece rotina restrita aos filmes e séries de ficção científica é atividade encarada com zelo científico pelo pesquisador do Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), Ricardo Varela, de São José dos Campos.
O doutor em computação científica concilia as atividades de coordenador de tecnologia de informação com as pesquisas que realiza como ufólogo. Sozinho ou junto a membros da Comissão Brasileira de Ufologia, Varela estuda evidências bastante concretas de que não estamos sozinhos no universo.
O pesquisador faz parte de uma pequena ala de cientistas que debruçam-se com olhar criterioso ao que eles chamam de fenômenos UFO. Para essa parcela da comunidade científica, lidar com a descrença dos colegas de profissão e as dificuldades de se conseguir documentos oficiais para a análise dos fatos são os principais obstáculos no caminho de uma explicação para esses fenômenos.
De acordo com Varela, enquanto países como Chile, Uruguai, Estados Unidos e Holanda estariam na vanguarda dessas pesquisas, com comissões que unem sociedade civil e científica para estudar os casos com seriedade, no Brasil os lotes de documentação sobre as observações do Ministério de Defesa ainda são liberados pouco a pouco.
”Foram precisos anos de luta da comunidade ufológica para conseguir que documentos fossem liberados. Hoje sabemos, por exemplo, que o Ministério da Defesa estuda sim os casos e inclusive conta com um banco de dados, com registros de aparições e contatos com ovnis. É desta forma que vamos combatendo a descrença”, afirma.
Varela conta que, de todo o material que chega até a comissão, apenas 3% deles são merecedores de uma análise mais aprofundada. E é aí que começa o segundo problema do trabalho na ufologia. Ao deparar-se com fenômenos de difícil explicação -como elementos que, visualizados no radar, fazem movimentos bruscos de aceleração e desaceleração no ar-, especialistas negam o envolvimento em tais pesquisas.
“Por exemplo, na beira de um rio foram encontrados dois corpos sem os lábios e pálpebras ou qualquer vestígio de sangue. Os dois tinham um buraco perto do umbigo. Nenhum especialista quis analisar o caso, afirmando que os fenômenos não merecem investigação científica”, comenta.
Experiências
Ao longo de sua trajetória, o pesquisador já vivenciou alguns fatos, como a visualização de objetos luminosos fazendo manobras no céu, e o contato com uma pessoa que apresentava evidências de ter sido abduzida por uma nave espacial.
“Foi um rapaz da zona rural de Aparecida. Ele afirma ter visto uma luz muito forte próximo a sua casa. De acordo com ele, quando abriu a porta, foi ofuscado por essa fonte luminosa e desmaiou. Quando acordou, estava deitado a cerca de 150 metros de sua casa, com uma forte dor nos olhos. Conversei com ele, que estava muito assustado e com marca de queimaduras nos olhos. Quando voltamos para levá-lo a exames mais detalhados, ele tinha ido embora”, afirma.
Em relatos, as pessoas que afirmam ter tido contato com extraterrestres contam que a dificuldade de comunicação é um obstáculo. De acordo com Varela, o contato é restrito e acontece de forma muito rápida.
Com mais perguntas do que respostas, o pesquisador prefere ater-se aos fatos do que alimentar suposições em relação aos fenômenos UFO. Segundo ele, o ideal seria um estudo sério sobre os casos, a disponibilização de uma equipe especial do governo para analisar as provas e, principalmente, clareza nessas investigações. Afinal, ele garante que não há motivo para pânico.
“O que sabemos é que seja quem forem, conseguem entrar como quiserem no nosso espaço aéreo, ficar o tempo que acharem necessário e não há muito o que fazer para impedir isso. Como há menção à aparição de óvnis desde civilizações mais antigas, imagino que se eles quisessem acabar conosco já teriam feito isso”, brinca.
Posts Relacionados

Chuvas em setembro aumenta em 30% o serviço de tapa-buracos

HM recebe classificação A+ da Sociedade Brasileira de Ortopedia

Sete procurados pela Justiça são capturados em menos de seis horas no Vale do Paraíba
