Ciesp e prefeitura divergem sobre transporte público em São José
O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Prefeitura de São José dos Campos têm opiniões diferentes sobre a melhor opção para o transporte público no município. Durante um almoço na sede do Ciesp na cidade, nesta segunda-feira (10), o Secretário de Transportes, Wagner Balieiro (PT), apresentou o BRT (Bus Rapid Transit). O sistema propõe um transporte rápido de ônibus, que usaria vias exclusivas, estações e terminais de conexão, o que possibilitaria a integração com os demais coletivos, por meio do bilhete único.


Wagner Balieiro (esq.) e Almir Fernandes divergem sobre o transporte público
Warley Leite/Meon
O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Prefeitura de São José dos Campos têm opiniões diferentes sobre a melhor opção para o transporte público no município.
Durante um almoço na sede do Ciesp na cidade, nesta segunda-feira (10), o Secretário de Transportes, Wagner Balieiro (PT), apresentou o BRT (Bus Rapid Transit). O sistema propõe um transporte rápido de ônibus, que usaria vias exclusivas, estações e terminais de conexão, o que possibilitaria a integração com os demais coletivos, por meio do bilhete único.
Já Almir Fernandes, representante das indústrias, discorda e afirma que o projeto não vai atender as necessidades da população. De acordo com ele, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) seria o ideal para solucionar os problemas do transporte público.
“O VLT é mais moderno, movido a eletrecidade, com custo maior, porém, menos poluente. Ele faria com que boa parte da população que utiliza o carro, deixasse o veículo em casa para utilizar o transporte. Com o BRT, nada mudaria, quem anda de ônibus vai continuar no ônibus e quem anda de carro, também”.
Já para Wagner Balieiro, o sistema proposto vai atender a população com rapidez e com baixo custo. “Com os R$ 800 milhões do VLT, conseguiríamos fazer apenas 10km de um total de 85km da rota necessária e prevista. Com o mesmo valor, o BRT chegaria a aproximadamente 53km”, comenta o secretário.
Em 2008, ainda sob o governo de Eduardo Cury (PSDB), a prefeitura realizou um estudo, em parceria com o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), para definir a implantação do VLT. Na época, o projeto foi encaminhado para o Governo Federal, para liberação de verba pelo PAC Mobilidade (Programa de Aceleração do Crescimento) e ficou para a atual administração dar sequência.
Mas em 2013, já com Carlinhos Almeida (PT), foi anunciado que os R$ 800 milhões levantados pelo PAC seriam utilizados para o BRT, que seria capaz de ampliar a capacidade de atendimentos aos usuários, segundo a administração municipal.
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