Cinco pessoas são detidas durante protesto na Revap em São José
Confusão ocorreu na manhã desta sexta-feira


Ao todo, 56 pessoas foram abordadas pela PM
Flávio Pereira/Meon/Arquivo
A Polícia Militar deteve cinco pessoas que estariam participando de um protesto em frente à portaria da Revap (Refinaria Henrique Lage), na zona leste de São José dos Campos, na manhã desta sexta-feira (7).
A confusão teve início por volta das 6h30, quando esquipes da PM foram acionadas através do Copom (Centro de Operações).
De acordo com a polícia, trabalhadores estariam sendo impedidos de entrar na empresa e, ao cegar ao local, os militares constataram que pessoas ligadas ao Sintricom (Sindicato da Construção Civil) estariam obstruindo a via e acesso à empresa. A PM, então, teria dado ordem para liberar a via, mas alguns manifestantes teriam desobedecido.
(Confira abaixo o posicionamento das partes)
Ao todo, 56 sindicalistas foram abordados pela polícia e quatro foram detidos pelos crimes de desobediência, desacato, resistência, porte de drogas e crimes contra a liberdade de trabalho.
A polícia informou também uma quinta pessoas também foi detida por suspeita de envolvimento em roubo de celular durante a manifestação. A Polícia Federal investigará o caso.
A reportagem entrou em contato com a Revap e o Sintricom, mas até as 13h30 não havia recebido um retorno.
Nota do Sintricom:
“No dia 22 de maio os trabalhadores da REVAP decidiram por unanimidade e por livre e espontânea vontade entrarem a greve. Desde então, existe um esquema para militar de “milicianos” com homens armados não identificados nas portarias das empresas e dentro dos ônibus que levam os trabalhadores de suas casas até a empresa que impedem o direito legal dos trabalhadores. Esse homens estão indo também na casa dos trabalhadores fazer ameaças e coação. Em nenhum momento, trabalhadores estão obstruindo via. Pelo contrário, os trabalhadores querem exercer o direito legal de fazerem assembleia o que é impedido de maneira ilegal por esse esquema de homens armados e por alguns policiais. As detenções se tratam de perseguição e tentativa de coagir os trabalhadores. O que denunciamos comprovamos em vídeo. Esperamos que as denúncias feitas contra trabalhadores sejam divulgadas mediante algum tipo de prova. Nós provamos o que estamos denunciando por meio de imagens em vídeo.”
Nota da Revap:
A Petrobras esclarece que, frequentemente, vem sofrendo bloqueio em seus acessos à unidade da Revap – Refinaria Henrique Lage (São José dos Campos – SP), por meio de pessoas alheias às atividades da empresa. Além de serem impedidos de acessar a refinaria, alguns empregados vêm sofrendo ameaças, agressões verbais e danos ao patrimônio pessoal. Em todas essas oportunidades, a Petrobras tem acionado os órgãos competentes para a liberação e reestabelecimento de seus acessos e também tem tomado as medidas judiciais cabíveis para garantir a segurança dos empregados, dos fornecedores e das instalações.
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