Clima quente marca primeira audiência por WTC em São José
O clima na primeira audiência pública sobre as mudanças de zoneamento para que o WTC (World Trade Center) seja implementado em São José dos Campos deu uma prévia do que vem pela frente nas discussões que envolvem a vinda do o megaempreendimento.


Área demarcada em verde que pode receber o WTC joseense
Flávio Pereira/Meon
O clima na primeira audiência pública sobre as mudanças de zoneamento para que o WTC (World Trade Center) seja implementado em São José dos Campos deu uma prévia do que vem pela frente nas discussões que envolvem a vinda do megaempreendimento.
O encontro, que aconteceu na noite desta segunda-feira (24) na EMEF Professora Sebastiana Cobra, no Jardim das Indústrias, reuniu pouco mais de 160 pessoas que participaram ativamente das discussões. Durante cerca de três horas de audiência, os moradores deram mostra de que o assunto está dividindo a opinião pública.
Megaempreendimento com centro de convenções, shopping Center, hotel e prédio comercial, o WTC tem custo estimado em R$ 1 bilhão e, de acordo com a prefeitura, pode gerar até 7 mil empregos. Entretanto, a construção exigiria a alteração de zoneamento do terreno de 600 mil metros quadrados na avenida Cassiano Ricardo, onde o complexo seria construído.
Esta foi a primeira de cinco audiências públicas promovidas pela prefeitura para debater as alterações no zoneamento para a construção do WTC. O evento contou com a presença do engenheiro Ozires Silva, presidente do conselho de administração do grupo.
Discussão
Os participantes da audiência que contestaram a vinda do WTC para São José querem, em sua maioria, mais transparência no processo. A principal reivindicação de quem se posicionou contrário ao projeto foi a de que ainda não há um estudo de impacto urbano e ambiental.
Para o vereador Walter Hayashi (PSB), relator da Comissão de Planejamento Urbano, Habitação e Obras da Câmara, a discussão deve se estender acalorada durante a semana. De acordo com o parlamentar, é importante que haja tempo para que a população possa se manifestar.
“Ainda não consigo entender a razão da pressa com que a prefeitura tem tratado esse assunto. A população precisa ter tempo para questionar, por exemplo, qual a necessidade de se votar essa alteração já que estamos em plena discussão de uma nova Lei de Zoneamento Municipal. Outro ponto é a necessidade de que o empreendimento aconteça neste terreno e não no Parque Tecnológico, por exemplo, que não apresenta impedimentos do zoneamento”, afirma.
Agenda
A agenda de audiências continua nesta terça-feira (25), na Casa do Idoso Centro. Na quarta-feira (26), o encontro está marcado para a Casa do Idoso Leste. No dia 27 haverá audiência na Casa do Idoso Norte e, no dia 28, o último encontro acontece na Casa do Idoso Sul. Todos eles estão marcados para às 18h.
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