Coletor tenta provar na Justiça que está vivo em Pidamonhangaba

O coletor de lixo reciclável João Albino, morador de Pindamonhangaba, espera há três anos uma resposta da Justiça para comprovar que está vivo. Albino descobriu em 2011, quando tentou tirar novos documentos de identidade e CPF, que havia um atestado de óbito constando que ele morreu em 2007.

Escrito por: Bruna Pires2 min de leitura
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João Albino espera uma decisão da Justiça para provar que está vivo

Bruna Pires/Jornal Atos

O coletor de lixo reciclável João Albino, morador de Pindamonhangaba, espera há três anos uma resposta da Justiça para comprovar que está vivo. Albino descobriu em 2011, quando tentou tirar novos documentos de identidade e CPF, que havia um atestado de óbito constando que ele morreu em 2007.

“Eu tinha ido ao mercado comprar algumas coisas e perdi meus documentos. Fui ao Poupatempo em Taubaté para tirar os novos e lá me disseram que não poderia, pois estava constando que eu tinha morrido em 11 de março de 2007”, conta.

O atestado de óbito foi emitido pelo cartório de Pariquera-Açu-SP e traz também os mesmos nomes dos pais de Albino -Waldemar Albino e Maria Sebastiana da Conceição. Segundo o documento, o coletor teria morrido por falência múltipla de órgãos, infecção generalizada e trombose.

Albino contou que, além do atestado de óbito, foi interditado judicialmente em 1997 e que um tutor teria sido nomeado para cuidar de seus bens.

Com o fato, Albino ficou impossibilitado de tirar novos documentos, tem dificuldades para ter atendimento médico e afirma que teve prejuízos. “Estou de pés e mãos amarrados. Não tenho documentos, não posso abrir conta no banco, estou com dívida de um carro que não tenho mais pois não pude passá-lo para o meu nome e até agora não obtive nenhuma resposta da Justiça”.

Monique Rizol, advogada de Albino, todas as medidas judiciais cabíveis foram tomadas, mas o processo é demorado. “Já tomamos todas as medidas para poder provar que aquele João Albino do atestado de óbito não é o de Pindamonhangaba. Estamos tentando provar que houve algum erro, pois a documentação dos dois são idênticas, tanto o nome dos pais quanto o da esposa”, revelou. Segundo Monique, o processo se encontra em fase de instrução e segue no Tribunal de Justiça de São Paulo.

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