Com 33 homicídios, RMVale tem mês de julho mais violento desde 2011
A RMVale registrou em julho 33 homicídios dolosos (com intenção) -número 57% maior que o contabilizado em julho de 2013, quando 21 pessoas foram mortas na região. Também é o julho mais violento desde 2011, quando a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado) passou a divulgar as ocorrências policias por mês.


Com 233 assassinatos no ano, RMVale segue com mais violenta do interior
Flávio Pereira/Meon
A RMVale registrou em julho 33 homicídios dolosos (com intenção) -número 57% maior que o contabilizado em julho de 2013, quando 21 pessoas foram mortas na região. Também é o julho mais violento desde 2011, quando a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado) passou a divulgar as ocorrências policias por mês.
Com os dados divulgados no site da SSP na tarde desta segunda-feira (25), a RMVale segue como a região mais violenta do interior do Estado em 2014. Desde janeiro, as cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte somam 233 homicídios, número superior ao da região de Campinas, por exemplo, que contabiliza 194 mortes por assassinato.
Nas três maiores cidades da região, o número de homicídios também cresceu no período. Em São José dos Campos, foram seis mortes em julho deste ano, contra quatro em julho de 2013. Em Taubaté, o número subiu de um para dois assassinatos e, em Jacareí, de duas para quatro mortes violentas.
De acordo com o ex-secretário nacional de Segurança Pública, coronel José Vicente da Silva Filho, o aumento é preocupante e exige das polícias Civil e Militar uma ação conjunta para diminuição desses índices.
O especialista ressalta a necessidade de identificar onde os problemas estão mais latentes. “A polícia precisa checar onde estão esses delitos e quais as principais motivações para arquitetar uma ação de combate mais eficiente”, afirma.
Mesmo assumindo que a situação da região é preocupante, Silva Filho não gosta muito da classificação das ocorrências por grandes regiões. De acordo com o ex-secretário, as ações devem ser baseadas em números de cidade por cidade.
“É preciso analisar quais as cidades mais problemáticas. Dessas cidades, quais os bairros que apresentam maior índice de homicídio. Dessa forma, se constroem ações mais pontuais e eficazes”, afirma.
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