Com 375 trabalhadores, Hitachi ameaça fechar unidade em São José
Motivo seria o alto custo operacional devido às últimas negociações sindicais


JC Hitachi emprega 375 trabalhadores diretos em São José
Reprodução/Sindicato dos Metalúrgicos
Com a recente greve dos funcionários da JC Hitachi na última quarta-feira (6), a empresa afirma que pode encerrar as atividades em São José dos Campos. A possibilidade surge após a unidade fechar acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos que garante aos trabalhadores novos valores de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), abono salarial e vale-alimentação.
De acordo com a fábrica, há uma preocupação com a sustentabilidade econômica da operação em São José, devido ao “alto custo operacional oriundo das últimas negociações sindicais”. A empresa destaca que os recentes acordos “podem inviabilizar investimentos ou até mesmo a permanência [da fábrica] na cidade”.
Na última sexta-feira, após os metalúrgicos suspenderem a paralisação, houve reunião entre a fábrica e sindicato, onde ficou acordado que a categoria receberia R$ 6.900 correspondentes a PLR, além de antecipação da database de setembro para março, com reajuste de INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e mais 2% de aumento real, e com abono de R$ 2.700 em duas vezes.
Além disso, ficou acordado entre as partes cesta básica no valor de R$ 120 a partir de junho, passando a R$ 140, a contar de setembro próximo, com reajuste pelo INPC até 2021.
A greve de quarta-feira foi motivada, segundo o sindicato, por aumento de PLR no valor de R$ 9.100, vale-alimentação de R$ 180 e estabilidade de emprego. A paralisação deixou o serviço na fábrica totalmente paralisado por 24h.
O Sindicato dos Metalúrgicos afirma que a empresa publicou o informe como forma de pressionar os trabalhadores. Weller Gonçalves, presidente da entidade, reiterou o posicionamento contrário a esta hipótese e disse que “a empresa não tem motivo nenhum para fechar a unidade, pois teve boa lucratividade no ano passado”.
A JC Hitachi fabrica ar-condicionado e emprega 375 colaboradores diretos. A empresa destacou também que já se reuniu algumas vezes com representantes da Prefeitura, do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Governo do Estado em busca de uma solução que possibilite a permanência em São José dos Campos.
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