Com 55 anos, GM ultrapassa cinco milhões de veículos produzidos

A GM (General Motors) comemora, nesta segunda-feira (10), 55 anos de inauguração da unidade em São José dos Campos. Em 10 de março de 1959, a GM implantou a sua segunda linha de produção de motores no Brasil, com a construção iniciada em 1953 [desde a compra do terreno]. A inauguração contou com a presença do presidente Juscelino Kubitschek.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Montadora de São José dos Campos completa 55 anos de inauguração da unidade

ADENIR BRITTO/PHOTOUPBRASIL

A GM (General Motors) comemora, nesta segunda-feira (10), 55 anos da inauguração da unidade em São José dos Campos. Em 10 de março de 1959, a montadora implantou a sua segunda linha de produção de motores no Brasil, com a construção iniciada em 1953.

A partir da data, São José dos Campos iniciou a sua fase de industrialização, com uma multinacional investindo na cidade. Na época, a unidade produzia apenas motores e peças para caminhões Chevrolet Brasil, pick-ups e camionetes Chevrolet Amazonas.

Em seu primeiro ano de funcionamento, a empresa já começou se destacar e foi ela que produziu os primeiros motores do país, dos modelos Chevrolet fundido, forjado e usinado. Desde então, a tecnologia aprimorou as formas de fabricação dos automóveis e os lançamentos ganharam desenhos industriais e novas formas.

O aposentado e ex-funcionário da GM, Milton José Pereira, 54 anos, trabalhou 36 anos na montadora e relembra com felicidade do emprego. “Foram muitos anos de luta e muitas vitórias e tudo o que conquistei na minha vida foi durante o período em que trabalhei na empresa, na área de mecânica e soldagem”.

Passados 55 anos, a GM conta com sete mil funcionários e produção contabilizada em 5,5 milhões de carros. Entre altos e baixos, a montadora já viveu momentos emblemáticos, como as demissões no início de 2014 e os protestos realizados pelo Sindicato dos Metalúrgicos para cobrar melhores condições de trabalho.

Segundo o economista e professor da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Roque Mendes, a empresa representa importância para a economia da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba). “A indústria é uma das que mais geram empregos e as que oferecem melhores remunerações no mercado, com muitos trabalhadores que fazem carreira”.

Roque ainda relata que a vinda da GM para o município foi uma transformação para o mercado automobilístico. “A fábrica é uma estrutura organizada, que eles já trazem tudo moldado”.

Demissões
Sobre as 1.053 demissões em 2014, o economista explica que é preciso ter diálogo entre sindicato e prefeitura. “Infelizmente, o sindicato precisa pensar que existe um número imenso de pessoas que dependem dos trabalhadores. É necessário adotar uma nova postura para restabelecer o número de empregos”, completa.

Marcas
Com inauguração da linha de montagem do Chevette em 1970, a GM São José dos Campos produziu mais de 1,6 milhão de unidades em todo o país, sendo considerada a melhor vendedora do mercado. Em 1993, o Chevette deixou de ser fabricado e a menina dos olhos da montadora passou a ser o Kadett Ipanema, que saiu de linha em 1998, com seis milhões de veículos produzidos.

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