Com lentidão do MEC, empresas bancam qualificação de funcionários
Em busca de funcionários cada vez mais capacitados, empresas da RMVale investem na qualificação de sua mão-de-obra para manter a competitividade em um mercado marcado pela concorrência acirrada. Seja para implementar novidades dentro dos processos de produção, seja para dar bagagem aos trabalhadores recém-saídos da faculdade, o importante é não deixar que os colaboradores entrem em uma zona de conforto.


Cursos acadêmicos têm dificuldades em acompanhar demandas do mercado
Divulgação/ITA
Em busca de funcionários cada vez mais capacitados, empresas da RMVale investem na qualificação da mão-de-obra para manter a competitividade em um mercado marcado pela concorrência acirrada.
Seja para implementar novidades dentro dos processos de produção ou para dar bagagem aos trabalhadores recém-saídos da faculdade, o importante é não deixar que os colaboradores entrem em uma zona de conforto.
A Johnson & Johnson, de São José dos Campos, por exemplo, criou há aproximadamente dois anos a Universidade Johnson, núcleo responsável pela qualificação dos funcionários da empresa. A iniciativa surgiu a partir da necessidade de suprir novas demandas técnicas, que não são encontradas fora da fábrica.
No prédio, a empresa promove treinamentos conceituais e práticos, cujo objetivo é tanto de qualificar a mão-de-obra quanto de alcançar metas corporativas para cada setor da fábrica. Para a supervisora de educação e treinamento, Rubia Fernandes, a iniciativa vem gerando bons resultados no ambiente empresarial.
“Os funcionários que passam pelos treinamentos melhoram efetivamente seu desempenho em suas atribuições. A estrutura conta com quatro salas de treinamento, cada uma com capacidade para atender simultaneamente turmas de 30 pessoas”, afirma.
Outra empresa da região, a Volkswagen de Taubaté, aposta também em parcerias com instituições de ensino para complementar a qualificação dos funcionários. Na quarta (2) e quinta-feira (3) a empresa promove uma feira para divulgar as oportunidades de melhorias profissionais oferecidas pela montadora, a Feira do Saber.
Durante o evento, as empresas conveniadas vão estar exibindo estandes para incentivar os funcionários a se matricularem. São cursos de idiomas, cursos livres e universitários em instituições de ensino que oferecem descontos de 10% a 20%.
A empresa, responsável pela montagem do UP! teve que renovar investir em qualificação técnica de seus funcionários para adequação aos novos processos de produção trazidos junto com a montagem do veículo.
“A evolução dos processos para a produção do UP! exigiram que nossos empregados estivessem capacitados para atuar com alta performance e em condições de acompanhar essas inovações”, comenta o diretor da fábrica de Taubaté, Marcos Aparecido Ruza.
Lentidão
De acordo com o Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior em São Paulo) este movimento das empresas torna-se necessário, já que as instituições de ensino não conseguem acompanhar o desenvolvimento das demandas por atualização dos processos.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o sindicato afirma que um novo curso de capacitação demora cerca de três anos para ser certificado pelo MEC (Ministério da Educação). A lentidão da academia faz com que as empresas precisem arcar com a qualificação para contar com uma mão-de-obra mais atualizada.
“Evidente que essa rigidez (do MEC) é importante, mas da forma como está, fica difícil seguir as tendências do mercado. Porque em três anos tudo pode mudar e o curso corre o risco de ficar defasado. Por isso as empresas acabam precisando lançar mão de recursos para a qualificação que poderia ter sido feita por uma instituição acadêmica”.
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