Com participação de São José, Brasil prepara satélite para lançamento

Satélite de R$ 1,7 bilhão levará banda larga para todo o Brasil

Escrito por: Do Meon*3 min de leitura
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20160603_sgdc Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas_(Divulgação)

Satélite está na fase final de testes

Divulgação

O SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), desenvolvido pela companhia franco-italiana Thales Alenia Space e a Visiona, empresa de São José dos Campos, está em Cannes, na França, para a fase final de testes para o lançamento, previsto para o segundo semestre deste ano.

De acordo com o Governo Federal, com o sistema SGDC, o Brasil pretende não só conquistar a soberania em comunicações estratégicas civis e militares, como ampliar o acesso à banda larga de internet para todo o território nacional.

O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, possui investimento de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.

O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C.

Em abril deste ano, o satélite, já na França, passou por testes para simular as condições encontradas no espaço. Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o equipamento foi levado para um suporte que o faz vibrar, simulando as condições de lançamento.

Já para os meses de junho e julho, estão previstos os testes de comunicações, para avaliar a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico.

De lá, o satélite irá se comunicar com duas antenas, uma de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF) e outra em um centro de controle secundário, no Rio de Janeiro (RJ).

Participação brasileira e de São José
São José dos Campos tem sido uma importante cidade no desenvolvimento do SGDC. Em março do ano passado, as empresas Thales Alenia Space e Omnisys investiram R$ 15 milhões e inauguraram o Centro Tecnológico Espacial, no Parque Tecnológico de São José.

Em seguida, a Thales se associou com a Visiona, que virou a responsável pela integração do sistema SGDC. Já em outubro, a AEB (Agência Espacial Brasileira) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) escolheram o Parque Tecnológico de São José  para apresentar a empresários do segmento espacial  o Edital 01/2015, para empresas nacionais participarem do processo de transferência de tecnologia associada ao SGDC.

Ao todo, cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da AEB, Telebras, Visiona, Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ministério da Defesa, acompanham o desenvolvimento do SGDC, como parte do processo de absorção de tecnologia.

O conhecimento detalhado também irá permitir a identificação e resolução de possíveis falhas de funcionamento durante os 15 anos de vida útil do satélite, além do desenvolvimento de projetos futuros de novos satélites.

(*Com informações da FAB (Força Aérea Brasileira))

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