Comércio virtual impulsiona artistas de São José dos Campos

Artistas de São José dos Campos estão transformando as redes sociais em boas oportunidades de negócio. Por meio de páginas no Facebook, os profissionais alcançam grande repercussão, aumentam o número de clientes e conseguem conquistar o sonho de sustentar-se com seu trabalho autoral.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Artistas de São José dos Campos estão transformando as redes sociais em boas oportunidades de negócio. Por meio de páginas no Facebook, os profissionais alcançam grande repercussão, aumentam o número de clientes e conseguem conquistar o sonho de sustentar-se com seu trabalho autoral.

É o caso da designer gráfica Fernanda Segolin, 28 anos. Dona de um traço cool, Fernanda especializou-se em criar almofadas personalizadas que trazem versões em cartoons dos compradores.

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A designer Fernanda Segolin: 30 almofadas personalizadas por semana

Arquivo pessoal

O produto caiu no gosto dos clientes durante o feriado do dia das mães, quando as suas almofadas se transformaram em divertidas opções de presentes. Entretanto, a consagração veio mesmo depois da designer joseense enviar uma peça personalizada para a apresentadora Ana Maria Braga.

As almofadas -uma para a apresentadora e outra para o mascote Louro José- foram exibidas ao vivo durante uma parte do programa. Foi o que bastou para que a sua página no Facebook, a Virei Almofada, receber uma enxurrada de novos likes. Junto com eles, as vendas dispararam.

“No Dia das Mães eu vendia mais ou menos cinco almofadas por semana. Depois que o trabalho foi exibido no programa, as encomendas subiram para mais ou menos 30 por semana. Inclusive para outras regiões do país”, comenta.

O objetivo agora é expandir os negócios. Fernanda já pensa em criar um catálogo no qual os clientes podem escolher entre as versões cartoons de personalidades do mundo pop, como a cantora Amy Winehouse ou o cantor Freddie Mercury.

“Também registrei o domínio ‘Virei Almofada’. A ideia é manter um site onde as pessoas possam checar o catálogo e escolher sua almofada personalizada”, afirma a designer que cobra R$ 70 por peça.

Costura
O caminho do comércio virtual também foi a alternativa para bacharel em moda, Renata Alves, conseguir se estabilizar no mercado. Há cerca de cinco anos a joseense criou a marca Alquemila, onde vende suas peças de acessórios femininos.

Na loja virtual, o visitante encontra desde estojos bordados para celular, até bolsas ou estojos para maquiagem. Em suas peças, botões e outros adereços remetem à costura feita manualmente, paixão antiga de Renata.

“Hoje deixei meu emprego como gerente de vendas para me dedicar somente às minhas peças. É uma oportunidade que eu encontrei de fazer viver daquilo que amo”, explica.

Para fidelizar os clientes, a joseense aposta na exclusividade. “Cada entrega de encomenda vai com um mimo. Um carinho para que as clientes sintam-se exclusivas”, conta.

Bazar
Após problemas com fornecedores e uma retomada de rotas em sua loja virtual, a Madame Gonzo, da artista plástica Magô Pool, quer aproveitar a visibilidade da internet para vender suas obras.

Se em sua loja virtual ela vendia canecas, camisetas e até chinelos personalizados, a ordem agora será aliar o bazar real com as vendas virtuais.

“Farei um evento no Facebook convocando para o bazar onde irei expor minhas telas e reproduções de desenhos meus. Depois disso as vendas acontecerão pela internet. Mas vou esperar acabar a Copa”, afirma.

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