Condomínio reduz R$ 40 mil na conta de água com sistema caça-vazamento
Um condomínio de apartamentos de São José dos Campos consegue economizar mais de R$ 40 mil por mês em sua conta de água usando um sistema chamado de Caça-vazamento. A administradora do Conjunto Integração, na região leste, consegue identificar problemas nos encanamentos, monitorando o gasto de cada condômino.


Márcia Andrade que administra o sistema Caça-vazamento do Integração
Flávio Pereira/Meon
Um condomínio de apartamentos de São José dos Campos consegue economizar mais de R$ 40 mil por mês em sua conta de água usando um sistema chamado de Caça-vazamento. A administradora do Conjunto Integração, na região leste, consegue identificar problemas nos encanamentos, monitorando o gasto de cada condômino.
Ao identificar aumento excessivo no consumo de água de um apartamento, uma equipe de encanadores do próprio condomínio entra em ação e vistoria o imóvel atrás de vazamentos. Quando encontram, já consertam e, o melhor, o morador não paga nada a mais por isso. O serviço está incluído no valor do condomínio.
“Em 2006 gastávamos 15 mil metros cúbicos de água por mês. Então decidimos implantar um sistema de hidrômetros separados por apartamento. Só na reestruturação da rede, já acabamos com uma parte do desperdício. Depois veio o acompanhamento com as planilhas e o Caça-vazamento. Hoje, consumimos menos de 10 mil metros cúbicos e deixamos de gastar R$ 40 mil ao mês”, conta Márcia Andrade, administradora do condomínio.
No Integração, uma empresa contratada pelo condomínio faz a leitura dos registros individuais de água de cada um dos mil apartamentos. A conta, segundo Márcia, caiu mais de 30% com a mudança.
“Sabemos pelo nosso controle de leituras, quanto cada um gasta. Quando aparece um consumo muito maior que o aquela casa teve nos outros meses, já entramos em contato para mandar os encanadores. Tem morador que não concorda e quer que seja feita uma revisão no hidrômetro, mas quase sempre é vazamento”, detalha.
RMVale
Nesta semana, de acordo como último relatório da ANA (Agência Nacional de Águas), os reservatórios de água da RMVale continuam em queda. A Bacia do Rio Paraíba do Sul opera com menos 16,5% de sua capacidade total. A represa de Paraibuna, que fica na cabeceira do sistema, registra nível de 10,54% e o reservatório de Jaguari trabalha com 29,5% de seu limite, liberando cerca de 40 metros cúbicos de água por segundo no Paraíba.
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) orienta que a população economize água, não lavando calçadas e veículos, diminuindo o tempo de banho, entre outras medidas.
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