Confiança dos empresários do comércio volta a crescer na RMVale
“É importante darmos mais opções de horário aos consumidores”, diz ACI


Índice de confiança do empresário aumentou em todo o Estado de São Paulo
Fotos Públicas
Em novembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio registrou alta de 3,7%, ao passar de 92,6 pontos em outubro para 96,1 pontos no mês de novembro, considerada maior pontuação registrada desde janeiro de 2015. Os dados são referentes ao mercado da capital e das cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, segundo a Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
A trajetória positiva do indicador consolida, mesmo que ainda de forma sutil, a avaliação de que existe uma reversão do ciclo recessivo. “Embora o ritmo das vendas ainda esteja fraco e não se observe uma recuperação dos determinantes do consumo (renda e emprego), limitando a expansão do comércio, há uma consistente recuperação nos níveis de confiança do consumidor nos últimos meses”, segundo a nota.
Para a entidade, as grandes empresas mostram uma estagnação na margem neste mês, apesar do crescimento maior na comparação anual, e se mantêm um pouco mais confiantes do que as pequenas, porém ainda longe do diferencial percebido em tempos de crescimento econômico, como era observado ao longo da série histórica.
Em São José dos Campos, comerciantes se preparam para adotar um horário estendido de funcionamento para as vendas de Natal a partir desta segunda-feira (12), segundo a ACI (Associação Comercial e Industrial). O calendário estendido terá duas etapas. Entre os dias 12 e 16, as lojas deverão abrir até as 20h e entre as datas 19 e 23, o comércio passa a funcionar até as 22h.
“É importante darmos conforto e mais opções de horário aos consumidores. Receber bem, de portas abertas, graças a um horário estendido, é um atrativo a mais nesta época tão importante para o comércio”, disse o presidente da ACI, Felipe Cury.
Estado
O comércio varejista deverá apresentar, no final de 2016, uma taxa nula de crescimento, com faturamento real acumulado de R$ 580 bilhões, montante similar ao obtido em 2015. Apesar de o resultado estar muito aquém do desejável, o setor conseguiu superar os prognósticos negativos traçados no início do ano, quando se estimava nova queda anual de vendas ao redor de 5%, após ter registrado uma retração de 6,3% em 2015, o pior desempenho anual da história recente do varejo paulista.
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