Contra o desperdício, São José dá exemplo com doação de alimentos
De um lado frutas, verduras e legumes que já não servem para ser comercializados, mas ainda rendem uma boa refeição. Do outro, entidades sociais e famílias carentes que não têm acesso a esse tipo de alimentação saudável e dependem de doações para sobreviver.


Alimentos bons que sobram da feira ajudam quem não pode comprar
Divulgação
De um lado frutas, verduras e legumes que já não servem para ser comercializados, mas ainda rendem uma boa refeição. Do outro, entidades sociais e famílias carentes que não têm acesso a esse tipo de alimentação saudável e dependem de doações para sobreviver.
O Banco de Alimentos de São José dos Campos, que completou um ano, foi criado para unir essas duas realidades e acabar com o desperdício.
“A gente começou pensando em aproveitar algo que iria para o lixo e contando apenas com a solidariedade dos produtores. Deu certo. Eles mesmo vem e dão aquilo que não conseguiram vender no dia”, conta a nutricionista e coordenadora do projeto do Fundo Social de Solidariedade, Cristina Boscolo.
A ideia deu tão certo, que em um ano, o projeto que visava recolher 3 toneladas, atingiu a marca de 110 mil quilos de alimentos doados.
Solidariedade
A dinâmica do Banco funciona assim: os produtores com bancas no Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) doam seus produtos, que passam por uma triagem, são pesados e divididos entre 25 entidades cadastradas.
“Ao todo, semanalmente, 1.700 pessoas podem se alimentar melhor por causa do Banco de Alimentos. Desde crianças, idosos, adultos, famílias e também pacientes de diversas clínicas para pessoas com deficiência ou dependentes químicos”, explica a coordenadora.
Todas as segundas, quartas e sextas-feiras, Cristina abre sua banca no Ceagesp e espera as doações. Para agilizar e fazer com que os produtos cheguem logo na mesa das pessoas, as entidades são separadas em grupos por dia.
“Cada dia as representantes destas instituições vêm até aqui me ajudar. Isso faz com que os produtores conheçam as pessoas para quem estão doando. Tenham a oportunidade de questionar e de serem agradecidos pela boa ação”, detalha.
Ao final da manhã, cada instituição pega sua parte das doações e volta satisfeita. Nada é desperdiçado. As verduras que não servem para alimentação, são doadas para quem cria porcos.
Para saber como participar do projeto, basta entrar em contato com o Fundo Social de Solidariedade pelo telefone (12) 3924-7369.
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