‘Corrente do bem’: atendimento a fissurados labiopalatais na região

Famílias dos pacientes são acompanhadas por especialistas

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Sala de fisioterapia na Associação

Divulgação/AAFLAP

Ter assistência e um carinho especial. Assim, a AAFLAP (Associação de Apoio aos Fissurados Labiopalatais), com sede em São José dos Campos, atende e ajuda gratuitamente no tratamento de pessoas com fissuras labiopalatinas em 37 cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Taubaté, Caraguatatuba, Ubatuba, São José dos Campos, São Sebastião e Pindamonhangaba estão entre as cidades. Nas unidades espalhadas pela região, os pacientes recebem assistência e acompanhamento dos especialistas, que vão desde a área de pediatria ou clínica geral, enfermagem, odontologia, fonoaudiologia até pedagogia.

A fissura é mais frequente no sexo masculino e ocorre entre a quarta e a oitava semana de gestação. Na Associação, os pacientes são encaminhados para tratamento e cirurgias – neste último no caso, no Centro de Especialidades Clínicas, da USP (Universidade de São Paulo) Bauru. Para manter o atendimento, a associação recebe verba para assistência total aos envolvidos e conta com o apoio da Uniodonto.

“O tratamento oferecido na AAFLAP não envolve absolutamente nenhum custo à família e ao paciente, nem de internação”, explica o cirurgião-dentista Dr. Alexandre Kodja.

De acordo com a AAFLAP, as causas da fissura ainda são desconhecidas. Porém, estudos indicam que há fatores influenciadores, como o uso de álcool, de cigarro e de substâncias ilícitas durante a gravidez.

Sobre o trabalho que é realizado pela Associação, Kodja conta que hospitais da região procuram os especialistas pelo atendimento e atenção à família. “Muitos hospitais, conhecendo o nosso trabalho, já entram em contato com a AAFLAP quando ocorre o nascimento de um bebê com fissura. Assim, a Associação apoia os pais desde o início”, diz.

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