CPI da Pró-Lar ouve funcionárias da fundação nesta terça-feira

Gerente de Finanças e Auxiliar de Serviços serão ouvidas para esclarecer irregularidades investigadas pelo Ministério Público e Vereadores

Escrito por: Marcus Alvarenga2 min de leitura
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Fundação Pró-lar de Jacareí é alvo de auditoria Luiz Cepinho / PMJ

Fundação Pró-Lar é alvo de investigação do MP e da Câmara

Divulgação/PMJ

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga supostas irregularidades nas contas da Fundação Pró-Lar, em Jacareí, retoma seus trabalhos nesta terça-feira (20), a partir das 15h, com o depoimento de duas funcionárias.

O vereador Rodrigo Salomon (PSDB), presidente da comissão, convocou a auxiliar de serviços municipais Sandra Maria da Silva e a gerente de finanças Andrea Miguel Rocha Faro para falarem sobre as contratações de serviços na última gestão.

A CPI foi aberta com base nos resultados de uma auditoria realizada este ano pela Secretaria de Governança e Transparência do governo Izaias Santana (PSDB), que apontou irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão em contratos da Fundação Pró-Lar em 2016, último ano da gestão do ex-prefeito Hamilton Ribeiro Mota (PT).

Os contratos se referem à prestação de serviços de limpeza, capina e locação de caçambas para retirada de entulho de áreas de propriedade da autarquia municipal.

Entre os casos listados está o de um único terreno da fundação querecebeu 41 serviços de limpeza e manutenção somente no ano passado, totalizando R$ 208.010 em despesas sem licitação.

A auditoria identificou ainda indícios de fraudes fiscais, falta de comprovação de alguns serviços contratados, sobrepreço de até 50% e contratação de serviços já existentes na prefeitura, entre outros.

A apuração interna levou à exoneração de um funcionário da fundação acusado de envolvimento com as irregularidades.

Promotoria

Os encontros e depoimentos são abertos ao público e também estão sendo acompanhado pelo promotor de Justiça José Luiz Bednarski, que está à frente da investigação aberta no Ministério Público sobre o mesmo caso.

Em entrevista ao Meon, ele disse que tem convicção de que os casos listados na auditoria tiveram envolvimento de um grupo de colaboradores e ex-colaboradores.

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