Criadouros de dengue preocupam em São José, revela levantamento

A Prefeitura de São José dos Campos divulgou nesta quarta-feira (13), o resultado da última ADL (Avaliação de Densidade Larvária), realizada na cidade. Os dados colhidos mostram que a cidade não corre risco de epidemia de dengue, mas ainda há criadouros em diversos bairros.

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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A Prefeitura de São José dos Campos divulgou nesta quarta-feira (13), o resultado da última ADL (Avaliação de Densidade Larvária), realizada na cidade. Os dados colhidos mostram que a cidade não corre risco de epidemia de dengue, mas ainda há criadouros em diversos bairros.

Mais uma vez, fazemos um apelo à população, para que colabore com os agentes. Afinal, é graças a esse trabalho árduo que conseguimos controlar os casos de dengue em nossa cidade

Paulo Roitberg Secretário de Saúde

O levantamento foi feito entre os dias 15 e 31 de julho em todas as regiões. De acordo com o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), a infestação do mosquito transmissor da dengue – Aedes aegypti – está em nível aceitável em todas as regiões de São José.

A amostragem foi colhida em 11.511 imóveis. Para facilitar o trabalho dos agentes, a cidade foi dividida em 16 áreas. Ao final foi registrado a média de 0,4 do Índice Breteau – bem abaixo de 1, que é a classificação considerada como limite aceitável pelo Ministério da Saúde.

Preocupação
Apesar de não haver risco de epidemia, a pesquisa revela outro dado que preocupou os técnicos: o grande número de criadouros encontrados, em todas as regiões da cidade. “Sempre falamos dos riscos que representam um pratinho de planta, um ralo externo ou algumas plantas, como as aquáticas e as bromélias, por exemplo. No entanto, muitos desses possíveis criadouros foram encontrados sem as devidas precauções para evitar a doença”, disse a gerente do CCZ, Margarete Correia.

Foram encontrados pelos agentes 2.654 criadouros e em 917 havia água parada, o que demonstra a falta de atenção dos moradores, ainda que o índice de chuvas no período do estudo tenha sido muito baixo.

Deste total, a maioria (cerca de 20% do total) estava em bairros da região leste, seguida pelas regiões central e oeste.

Prevenção
O CCZ informa que está intensificando os trabalhos nessas regiões, com orientação da população, distribuição de material informativo e, quando a situação permitir, recolhimento dos criadouros.

Entre os criadouros mais comuns estão o pratinho de planta, ralos externos, bromélias, garrafas retornáveis, lixo reciclável e caixas d’água sem cobertura. “Mais uma vez, fazemos um apelo à população, para que colabore com os agentes. Afinal, é graças a esse trabalho árduo e importantíssimo que conseguimos controlar os casos de dengue em nossa cidade neste ano. Mas o trabalho é de todos. Essa é uma questão de saúde pública e precisamos continuar vigilantes”, conclui o secretário de Saúde, Paulo Roitberg.

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