Criança cadeirante precisa de transporte para se tratar em Caraguá

Uma questão recorrente para uma história diferente. Afinal, a Sesau (Secretaria de Saúde) de Sebastião tem ou não carros e vans suficientes para o transporte de pacientes para municípios vizinhos em busca de tratamento? A pergunta, dessa vez, foi feita por uma mãe, Francília Pinheiro da Silva, 28 anos, do lar, moradora do bairro da Enseada, na Costa Norte de São Sebastião.

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
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2014 - Sem o serviço da Secretaria de Saúde de Caraguatatuba, cadeirante precisa tomar seis conduções para chegar a Acalento (Jorge Mesquita/Imprensa Livre)

Paciente precisa tomar seis conduções
para chegar a Acalento

Jorge Mesquita/Imprensa Livre

Uma questão recorrente para uma história diferente. Afinal, a Sesau (Secretaria de Saúde) de Sebastião tem ou não carros e vans suficientes para o transporte de pacientes para municípios vizinhos em busca de tratamento? A pergunta, dessa vez, foi feita por uma mãe, Francília Pinheiro da Silva, 28 anos, do lar, moradora do bairro da Enseada, na Costa Norte de São Sebastião.

Ela e a filha encaram semanalmente atendimento de fisioterapia no Centro de Reabilitação de São Sebastião e, há quatro anos, a pequena Luiza recebeu da profissional da rede um encaminhamento para ser atendida também pela Acalento (Associação de Apoio ao Desenvolvimento Humano), em Caraguá. No entanto, a principal dificuldade é conseguir, de forma permanente, o transporte da menina até o local de atendimento, no bairro Porto Novo, todas as sextas-feiras, para sessões de 40 minutos.

Desde então, a mãe tem feito o possível para que a filha passe pele tratamento alternativo. “Ligo para o agendamento de transportes na Secretaria de Saúde, mas nem sempre conseguimos. Há cerca de um mês não consegue comparecer aos atendimentos. Meu medo é que a minha filha perca a vaga por conta das faltas”.

Francília diz quem mantém conversas constantes com os profissionais da entidade para explicar a situação. “A Sesau fala que não tem o que fazer, que não vão mais disponibilizar carros para Caraguá porque os pacientes de São Sebastião contam com fisioterapeutas na rede disponíveis na cidade. Só que foi a própria profissional que atende a minha filha que fez o encaminhamento para fazer a equoterapia na Acalento”, argumenta.

Segundo a Associação Nacional de Equoterapia, o método terapêutico consiste na utilização de cavalos “dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais”.

Francília conta que, antes de contar com a Secretaria de Saúde, precisava tomar três conduções para ir e para voltar dos atendimentos em Caraguá. A isenção da tarifa no transporte público em São Sebastião alivia o custo, mas não o percurso cansativo.

Luiza também precisa de uma cadeira de rodas adequada para o seu tamanho. “Ela usa uma de tamanho adulto, pois ainda não conseguimos uma doação para ela, ou mesmo comprar esse equipamento”, relata a mãe.

Outro Lado
Segundo a Prefeitura de São Sebastião, a Sesau conta com oito veículos, entre vans, carros e ambulâncias utilizadas para o transporte de pacientes que precisam realizar tratamentos em hospitais ou clínicas fora da cidade. Nos quatro primeiros meses deste ano, 2.413 pessoas utilizaram o serviço.

“É importante esclarecer que o setor de transporte da Secretaria de Saúde não deixa de atender os pacientes que precisam de locomoção. No entanto, o atendimento segue uma agenda e caso ela esteja completa –tendo em vista que o sistema costuma dar prioridade a pacientes que passarão por consultas e exames em localidades mais distantes– outras opções são dadas ao cidadão”.

Segundo a Sesau, “a utilização do transporte regular com o benefício da gratuidade é a melhor alternativa para a locomoção por possibilitar mais independência ao paciente, já que os veículos coletivos utilizados nas cidades da região contam com rampas de acesso e elevadores. Além disso, esta é uma boa maneira de inserção das pessoas com mobilidade reduzida na sociedade o que só traz benefícios”.

A Sesau também alega que o atendimento de equoterapia é um tratamento alternativo “já que o de reabilitação é oferecido pelo município e o atendimento está garantido no Centro de Reabilitação de São Sebastião”.

Lucy Montoro 
Em relação à cadeira de rodas, a Sesau alega ter feito a solicitação do novo equipamento ao Governo do Estado –responsável por esta distribuição– em fevereiro deste ano. “Cabe a partir de então ao próprio Estado por meio do Centro de Reabilitação Lucy Montoro entrar em contato com a paciente para que as medidas da criança e o tamanho ideal da cadeira sejam calculadas e providenciada a aquisição do equipamento”.

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