Criminosos fazem cinco reféns e roubam carga de caminhão na Dutra
Carga foi roubada em Lavrinhas e tinha lacre da Receita Federal


Ação durou apenas 40 minutos; ninguém foi preso
Divulgação/PRF
Uma quadrilha roubou a carga de um caminhão na madrugada desta quinta-feira (12), por volta das 2h30, na altura do km 22 da rodovia Dutra, em Lavrinhas.
Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o motorista do caminhão e mais dois funcionários da Receita Federal, que faziam a escolta desarmada em um veículo separado, foram rendidos por criminosos fortemente armados em quatro veículos.
Durante a abordagem, dois funcionários da concessionária NovaDutra viram os veículos parados e foram prestar socorro, achando se tratar de um acidente. Os dois também foram feitos reféns. Os criminosos seguiram com eles por mais um quilômetro e pararam os veículos em uma estrada de terra, onde existe uma plantação de eucaliptos, próximo ao Rio Paraíba.
Os criminosos descarregaram a carga do caminhão roubado e a dividiram em outros dois caminhões menores, que já estavam estacionados no local. A ação durou cerca de 40 minutos. Os reféns foram trancados dentro do baú do caminhão. A quadrilha fugiu levando com eles um dos funcionários da NovaDutra.
Por volta das 3h30 as vítimas conseguiram quebrar o teto do baú do caminhão e pedir socorro para a PRF. O funcionário feito refém foi solto por volta das 5h em Jacareí.
“Não se sabe quantas pessoas estão envolvidas no crime, esse tipo de ação requer várias pessoas. A carga, por exemplo, foi descarregada muito rápido, em apenas 40 minutos. Foi tudo bem planejado”, disse o inspetor Marcílio Marinho, da PRF de Cachoeira Paulista.
O crime foi registrado no DP de Cruzeiro. Ainda não há suspeitos do crime e o caso será investigado pela Polícia Civil.
Carga
Segundo a PRF, o caminhão foi carregado em Guarulhos (SP) e tinha como destino a cidade de Vitória (ES). A carga era classificada como de trânsito aduaneiro, quando é descarregada no país apenas para ser levada de um ponto a outro, para depois ser destinada para outros países.
“Por se tratar de uma carga de trânsito aduaneiro, não se sabe quais os tipos de produtos estavam no caminhão”, informou o inspetor.
O Meon procurou a Receita Federal, mas não teve retorno até o fechamento da matéria.
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