DCTA lança com sucesso 1º foguete nacional com combustível líquido
O DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), de São José dos Campos, lançou com sucesso nesta segunda-feira (1), no CLA (Centro de Lançamento de Alcânatara), no Maranhão, primeiro foguete nacional com combustível líquido.


DCTA lança com sucesso o primeiro foguete nacional com combustível líquido
Divulgação/CLA
O DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), de São José dos Campos, lançou com sucesso nesta segunda-feira (1º), o primeiro foguete nacional com combustível líquido. O lançamento do foguete VS-30 V13, no CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão, teve como carga útil ativa um motor L5 movido a propelente líquido e o voo durou três minutos e 34 segundos, tempo em que alcançou a área de segurança prevista para a operação.
Durante o trajeto foram feitas a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, concebido no IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), de São José dos Campos.
Na Operação Raposa, como foi denominada a missão, também foi verificado todo o desempenho do veículo que teve o módulo de experimentos (carga útil) impulsionado pelo motor L5, durante 90 segundos, movido a oxigênio líquido e etanol. “Neste primeiro voo do Estágio Propulsivo Líquido verificou-se o bom funcionamento do motor pelo tempo previsto”, afirmou o coronel aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da operação.
Para o diretor do CLA, coronel engenheiro César Demétrio Santos, o lançamento representou um salto evolutivo na missão da organização. “Com a Operação Raposa, o CLA alcança um patamar de importância estratégica ainda maior no conjunto do Programa Nacional de Atividades Espaciais. Demos um passo essencial visando à operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o VLS (Veículo Lançador de Satélite) e sucessores”, diz.
Operação Raposa
A Operação Raposa, iniciada no último dia 12 de agosto, é financiada pela AEB (Agência Espacial Brasileira) e teve o apoio de esquadrões de transporte de carga e pessoal, helicópteros e patrulha marítima da FAB (Força Aérea Brasileira).
O IAE é o responsável pelo fornecimento, integração e treinamento das equipes no que se refere ao veículo, incluindo a carga-útil EPL L5 e o sistema de transmissão de dados. A empresa de São José dos Campos, Orbital Engenharia, é responsável pelo Sistema de Alimentação Motor Foguete e pela integração das redes elétricas, juntamente com a equipe do IAE.
O Centro Aeroespacial Alemão participou da operação com trabalhos de coleta de dados em voo por meio de uma estação móvel de telemetria. O CLA se responsabiliza pelo lançamento, rastreio, coleta de dados, segurança de superfície e voo. Outra participação importante é do IFI (Instituto de Fomento e Coordenação Industrial), que responde pela verificação da calibração dos instrumentos.
A Marinha do Brasil e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) realizaram a interdição do tráfego marítimo e aéreo na região, respectivamente, condição importante para o sucesso da operação.
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