Decisão judicial define expulsão de 11 policiais na RMVale

A Corregedoria da Policia Civil do Estado de São Paulo recebeu nesta sexta-feira (21), a decisão judicial que define a expulsão de 11 policiais da instituição na Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Mas segundo o órgão, os agentes devem continuar trabalhando até o final do processo, que entra na fase de recursos.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
fundo_placeholder-023136

A Corregedoria da Policia Civil do Estado de São Paulo recebeu nesta sexta-feira (21), a decisão judicial que define a expulsão de 11 policiais da instituição na Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Mas segundo o órgão, os agentes devem continuar trabalhando até o final do processo, que entra na fase de recursos.

11

policiais civis e um advogado foram condenados por crimes de tortura, extorsão e cárcere privado praticados em 2003, em São José dos Campos e Taubaté

O processo foi julgado em primeira instância nesta terça-feira (18), pela 2ª Vara Criminal de Taubaté. Ao todo, 12 pessoas foram condenadas, entre elas três carcereiros, sete policiais, um delegado e um advogado por crimes de tortura, extorsão e cárcere privado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, apesar da autonomia da corregedoria no processo, o órgão irá aguardar a decisão do TSJ (Tribunal Superior de Justiça), para só então pedir a expulsão dos envolvidos da instituição, pois ainda cabe a possibilidade de recurso.

O advogado Thiago Joel, que representa o delegado acusado, é um dos defensores que vai entrar com pedido. “O delegado foi condenado por omissão em três crimes. Olhando o processo fica evidente que ele não se omitiu, na verdade ele não tinha conhecimento das atividades criminosas dos outros acusados”.

Enquanto o processo administrativo não for concluído, os envolvidos continuam na Polícia Civil, cumprindo atividades administrativas. “Para os condenados deixarem de ser policiais, tendo de entregar armas, distintivo e serem demitidos de fato, temos que aguardar a corregedoria” afirma o delegado seccional de São José dos Campos, Leon Nascimento Ribeiro.

Entenda o caso
A Justiça de Taubaté condenou na última terça-feira (18), 11 policiais civis e um advogado por crimes de tortura, extorsão e cárcere privado praticados em 2003, em São José dos Campos e Taubaté. As penas variam de seis a 66 anos de prisão, mas os acusados vão responder em liberdade.

A denúncia foi apresentada ao Ministério Público em 2003 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) da Policia Civil, que investigava o grupo.

De 17 pessoas investigadas pelo Gaeco, dois policiais foram absolvidos, um teve a pena prescrita e outro morreu antes do fim do processo. Um advogado também conseguiu ser liberado da ação. Entre os crimes praticados pelo grupo está a tortura e sequestro de presos e familiares em troca de dinheiro. Na época, a maioria dos policiais acusados trabalhava na Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), em São José dos Campos.

Publicado em: