Defesa de Ortiz Júnior recorre ao TSE para tentar evitar cassação
Defesa do prefeito de Taubaté quer levar processo para última instância


Defesa de Ortiz Júnior recorre ao TSE
Flávio Pereira/Meon
A defesa de Ortiz Junior (PSDB), entrou nesta terça-feira (6) com recurso contra a cassação do prefeito de Taubaté no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), última instância para que o político recorra e consiga se manter no cargo.
O pedido dos advogados de Junior acontecem depois de o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) ter negado no dia 30 de dezembro, o recurso especial apresentado na segunda instância. No começo de dezembro de 2014, o TRE já havia negado um outro pedido da defesa e manteve a cassação do mandato do tucano e do seu vice, Edson Oliveira (PTB), por abuso de poder econômico e político na campanha de 2012.
O último recurso de Ortiz foi protocolado no dia 23 de dezembro e dependia do aval do presidente do TRE, desembargador Mathias Coltro, para ser encaminhado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília, onde seria julgado.
No entanto, Coltro entendeu que o teor do pedido não preenche as condições de admissibilidade -só cabe recurso especial contra decisão terminativa do Tribunal que for proferida contra expressa disposição de lei ou da Constituição Federal, e quando ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais Tribunais Eleitorais.
Agora o prefeito de Taubaté depende do julgamento do TSE para ficar no cargo, se o tribunal não acatar o recurso, Ortiz Junior pode deixar o cargo ainda neste mês de janeiro de 2015.
Procurado pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, a defesa de Junior não atendeu ou retornou as ligações da redação.
Entenda o caso
Ortiz Junior é acusado de suposto desvio de verba da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) no período em que presidiu a entidade, entre os anos de 2011 e 2013, para o custeio da campanha. De acordo com a denúncia do Ministério Público, quando presidia a FDE, o atual prefeito teria fraudado licitações da entidade em troca de 5% do valor de cada contrato. Um dos acordos teria gerado propina de R$ 1,74 milhão.
Em agosto de 2013, a Justiça entendeu que um cheque no valor de R$ 34 mil, entregue pelo representante de uma das empresas participantes do suposto cartel para um responsável pela campanha de Ortiz, comprovaria o esquema.
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