Demora na liberação de projetos preocupa construtores de São José

O número de construções de apartamentos e salas comerciais está abaixo do esperado em São José dos Campos. Com projetos autorizados até 2017, construtores sinalizam incertezas e pressionam a prefeitura para agilizar a liberação de outras obras.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Paulo Cunha, presidente da Aconvap (Rodrigo Ribeiro/Meon)

Paulo Cunha, presidente da Aconvap

Rodrigo Ribeiro/Meon

O número de construções de apartamentos e salas comerciais está abaixo do esperado em São José dos Campos. Com projetos autorizados até 2017, construtores sinalizam incertezas e pressionam a prefeitura para agilizar a liberação de outras obras.

O cenário é baseado em pesquisa da Associação das Construtoras do Vale do Paraíba que aponta que a cidade possui apenas 90 projetos liberados e aprovados, sendo 57 empreendimentos em 2014, 18 em 2015, outras 14 construções para 2016, além de uma obra planejada para 2017.

Paulo Cunha, presidente da Aconvap, alerta que o futuro aponta para incerteza, por conta de um erro da última lei de zoneamento. “O equívoco da última legislação jogou o mercado imobiliário em uma decrescente econômica e as empresas locais, depois de tantos anos trabalhando somente em São José dos Campos, estão buscando desenvolver seus empreendimentos em cidades vizinhas para exercerem o legítimo direito de trabalhar”.

Cunha demonstra preocupações caso os projetos não sejam revisados. “A lei atual é restritiva e não permite que os poucos terrenos ainda disponíveis possam receber empreendimentos economicamente viáveis. Além disso, corremos o risco de demissões em massa na construção civil em virtude da baixa aprovação de novos empreendimentos”.

Segundo dados repassados pela associação, a cidade conta com aproximadamente 20 mil trabalhadores na construção civil. “A medida que as obras vão sendo entregues este número de empregados tende a diminuir rapidamente”, completa o presidente da Aconvap.

Para Carlos Vilhena, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos, a nova lei é aguardada para avanços do mercado. “O atual cenário reprime os investimentos. Esperamos mais do que a aprovação da nova lei de zoneamento, é preciso ter mais agilidade na aprovação dos projetos de empreendimentos”, afirma.

Segundo Vilhena, a lentidão para liberar os processos de construções juntos à Secretaria de Obras também são empecílhos que afetam e desestimulam investidores. “O investidor leva muito tempo para ter aprovado o projeto pela Secretaria de Obras, que passa pela prospecção, verificação da legislação, análise da área e a confecção do projeto. Para garantir um bom estoque, o empreendedor tem que ter tempo hábil, com dois ou três anos antes para o início das obras. Temos que pensar na demanda em longo prazo”.

Concentração
Segundo pesquisa realizada pela Aconvap, de julho a dezembro de 2013 a região oeste tem a maior concentração de empreendimentos com 5.588 unidades, o que representa 37% dos projetos em São José. A vice-campeã é a zona sul, com 31% dos empreendimentos, total de 4.584 unidades. As regiões centro, leste, sudeste e norte representam respectivamente 16%, 12%, 3% e 1%.

Outro lado
O Meon tentou contato com a Secretaria de Obras, mas não obteve retorno das ligações até o fechamento da matéria.

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