Denúncia: cemitério tem túmulos com mais de um dono em Aparecida

Quem estiver perto de ‘cantar pra subir’ pode ter seu descanso eterno comprometido no cemitério Pio 12, em Aparecida, devido às irregularidades encontradas em alguns túmulos que apresentam mais de um proprietário. A denúncia foi apresentada por moradores que recentemente foram até o local reformar o terreno, mas acabaram impedidos devido à falta de regularização.

Escrito por: Rafael Rodrigues2 min de leitura
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2014 - Cemitério de Aparecida (Arquivo/Jornal Atos)

Direção do Pio XII aguarda reclamantes para acertar situação

Arquivo/Jornal Atos

Quem estiver perto de ‘cantar pra subir’ pode ter seu descanso eterno comprometido no cemitério Pio 12, em Aparecida, devido às irregularidades encontradas em alguns túmulos que apresentam mais de um proprietário. A denúncia foi apresentada por moradores que recentemente foram até o local reformar o terreno, mas acabaram impedidos devido à falta de regularização.

Esse é o caso de Afonso Mendes, que descobriu que o túmulo que sua sogra, Nilda Castro, comprou em 2002 tinha três donos. “Fomos falar com o coveiro e ele nos alertou que não podíamos mexer, já que tinham três donos diferentes desse mesmo túmulo”, conta Mendes, que foi informado pelo coveiro que o túmulo já tem um corpo enterrado.

Mendes procurou o departamento jurídico da prefeitura com todos os documentos em ordem, mas há dois meses procura uma solução para o caso, que continua sem resposta. “Minha sogra é de idade e pediu para que eu tomasse conta dessas questões, mas há meses esperamos uma solução para o problema, e nada”, afirmou.

“Nada” é a única resposta que outra moradora encontrou ao questionar o problema. Cleusa Maria de Souza, que também comprou um terreno no cemitério, descobriu que não poderia mexer, já que existem outros proprietários.

José Benedito, administrador do cemitério Pio 12, disse que a regularização deve ser feita exclusivamente em seu departamento, e que os moradores que se sentirem lesados devem procurá-lo para resolver os problemas. “A pessoa tem que procurar a administração do cemitério, mesmo porque se tem alguém sepultado no jazigo, tem que solicitar a regularização do local.”

Benedito fez questão de ressaltar que não é ele quem vende os túmulos, e que isso é feito diretamente na administração municipal.
Sobre o problema enfrentado por esses moradores, explicou os procedimentos corretos que devem ser tomados para solucionar o problema.

“Nós temos que dar entrada em um pedido de regularização e fazer o levantamento de quem são esses possíveis proprietários. Caso seja necessário é aberta uma sindicância para analisar os fatos e encontrar as possíveis irregularidades. Depois de aberta a sindicância, tudo pode ser resolvido no prazo de 15 a 20 dias”, finaliza.

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