Depois de 13 anos, Lorena busca regularização de residencial
A Prefeitura de Lorena deu mais um passo na última semana, para tentar solucionar um problema que há quase 13 anos afeta mais de quarenta famílias do residencial Otto Ude. Uma empresa contratada pelo município iniciou uma série de procedimentos técnicos para tentar acelerar o processo de regularização do bairro.


Equipe da prefeitura durante trabalho que busca regularizar Otto Ude
Divulgação/PML
A prefeitura de Lorena deu mais um passo na última semana para tentar solucionar um problema que há quase 13 anos afeta mais de quarenta famílias do residencial Otto Ude. Uma empresa contratada pelo município iniciou uma série de procedimentos técnicos para tentar acelerar o processo de regularização do bairro.
Uma equipe da empresa Prisma Ambiental esteve fazendo a limpeza dos poços de inspeção e coletas para análises físico-químicas do solo e da água. Os trabalhos foram solicitados pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), e são imprescindíveis para o processo de regularização do bairro.
O local, que possui apenas três ruas, teve suas casas construídas de forma irregular, no governo do ex-prefeito Aloisio Vieira. Elas não possuem escritura. Já que o residencial foi erguido em cima de um depósito de materiais inapropriados, como lixo e entulho, era necessário que o Executivo tivesse apresentado relatórios técnicos à Cetesb, o que não ocorreu. Sem o licenciamento ambiental, a situação do bairro é considerada irregular até hoje.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Willinilton Portugal, a prefeitura está cumprindo todas as exigências colocadas pela Cetesb para dar continuidade ao processo de regularização. “Estamos na fase de coleta e outros procedimentos, para verificar se existe a presença de algum gás ou substância inapropriada no solo e na água. Em breve, a equipe retornará ao Otto Ude para dar continuidade aos trabalhos”.
Portugal ressaltou ainda a importância da resolução do caso para o município, e principalmente aos moradores. “Vamos nos desdobrar para fazer todo o possível para acabar com essa situação que já se arrasta há mais de uma década. Certamente, com a regularização do residencial, as famílias terão mais tranquilidade para viver lá”, finaliza.
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