Dersa é questionada sobre a balsa no Litoral Norte

A Câmara de Ilhabela recebeu um ofício da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário com uma série de respostas solicitadas na Audiência Pública sobre o Sistema de Travessia de Balsa, realizada em abril.

Escrito por: Imprensa Livre4 min de leitura
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A Câmara de Ilhabela recebeu um ofício da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário com uma série de respostas solicitadas na Audiência Pública sobre o Sistema de Travessia de Balsa, realizada em abril.

O diretor de operações João Henrique Poiani esclareceu questões apontadas por moradores e vereadores na audiência, como alternativas para atender a população em horários limitados ao pedestre.

A Dersa explicou que encaminhou uma solicitação à Diretoria de Portos e Costas para viabilizar o aumento da capacidade de transporte da embarcação, com as devidas adequações, porém o pedido ainda está em análise. Poiani também informou que nos horários de maior demanda, como às 18h, são disponibilizadas duas embarcações da frota, desde fevereiro.

A Dersa também respondeu sobre a implantação de um sistema de transporte exclusivo para pedestres, que já foi realizada em 2003 e perdurou até 2006. De acordo com a empresa, o fim do serviço foi motivado pelas rotas atendidas e pela cobrança, já que a maioria das pessoas preferia o transporte gratuito.

Questionado sobre os locais de espera do pedestre, João Poiani afirmou que existem projetos de novos terminais de embarque previstos para serem feitos ainda em 2014. Está prevista também para este ano a instalação de catracas eletrônicas para contagem de pedestres e o retorno das embarcações FB-11 e FB-18, modernizadas com banheiros a bordo.

A empresa divulgou algumas melhorias para o sistema de travessias, como um estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT que vai dizer em que condição de vento e de correntes as embarcações da frota vão poder operar.

O estudo também vai reunir informações sobre a capacidade de carga, entre veículos e pedestres, que cada embarcação vai poder operar em condições climáticas adversas. O estudo deve ficar pronto no segundo semestre de 2014.

A Dersa afirmou também que realiza, anualmente, um treinamento operacional com todos os colaboradores da equipe para atender melhor os clientes e ajustar a conduta dos funcionários.

Além dessas medidas, a empresa prepara um plano de melhoria e modernização da Travessia São Sebastião x Ilhabela, com ações de curto, médio e longo prazo, que serão apresentados nos próximos anos.

Audiência
No dia 16/5, os vereadores junto à população cobraram providências à Dersa quanto aos constantes atrasos e filas, estado das embarcações, capacitação dos funcionários e principalmente o tratamento dado aos pedestres. Munícipes relataram casos de desrespeito dos funcionários com os usuários.

Os moradores ainda propuseram à empresa a disponibilização de lanchas para transportar os pedestres, como é feito na travessia Santos-Guarujá. O diretor da Dersa diz que não é uma solução tão simples, já que envolve as duas cidades, Ilhabela e São Sebastião.

Um dos problemas é a limitação de pessoas na embarcação, o que vem causando vários transtornos para a população. O delegado da Capitania dos Portos esclareceu que a limitação de pedestres na balsa é uma questão de segurança e que a embarcação não pode fazer o transporte com excesso de pedestres.

O vereador Carlos Alberto, Carlinhos (PMDB), autor do requerimento que propôs a audiência, sugeriu a implantação de uma balsa maior para comportar todos os pedestres, com um número maior de coletes salva-vidas. Carlinhos também fez críticas devido aos problemas vivenciados por munícipes, também presenciados por ele.

“Nós vamos cobrar as reivindicações que fizemos aqui, pois está tudo registrado”, afirma. Os vereadores de Ilhabela também estiveram na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo também para uma audiência pública sobre a travessia, na terça-feira (15/4).

O debate foi realizado pelos deputados da Comissão de Transportes, com a presença do diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande. Na ocasião, Laurence apresentou os diversos projetos da empresa, incluindo o túnel submerso de Santos-Guarujá, mas a travessia entre Ilhabela e São Sebastião foi excluída dos atuais trabalhos da Dersa.

Já o diretor de Operações, João Poiani, mostrou estatísticas que revelam que o desempenho operacional de travessias em Ilhabela é o segundo maior realizado pela Dersa e que a operação ainda tem um déficit de 25% da receita e dos custos, porém os dados apresentados são de 2012.

Representando a Câmara, o vereador Sampaio Junior (PROS) se manifestou contra o serviço prestado pela Dersa e defendeu os munícipes prejudicados pelo serviço oferecido pela empresa, como os estudantes e trabalhadores que enfrentam problemas diários com a balsa.

Sampaio também explicou que a principal fonte de economia local é o turismo, e que a balsa é o único meio que liga o arquipélago ao continente, portanto a travessia é essencial tanto para os turistas quanto os moradores. A vereadora Dra. Rita Gomes (PTdoB) cobrou medidas urgentes no sistema de travessias. “Os problemas nós já conhecemos, queremos soluções”.

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