“Desde criança sonho ser prefeito”, revela Antônio Marcos de Barros

“Desde criança meu sonho era ser prefeito”, revela Antônio Marcos de Barros, 51 anos, prefeito pelo segundo mandato consecutivo em Paraibuna, sua cidade natal. Bancário por formação, Barros nasceu na zona rural.

Escrito por: Elaine Rodrigues4 min de leitura
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Antônio Marcos de Barros (DEM)

Sandro Possidônio/OParaibunense

“Desde criança meu sonho era ser prefeito”, revela Antônio Marcos de Barros, 51 anos, prefeito pelo segundo mandato consecutivo em Paraibuna, sua cidade natal. Bancário por formação, Barros nasceu na zona rural.

Da infância na roça, lembra das brincadeiras, de tirar leite ainda de madrugada e dos amigos. “Quando tinha oito anos fui estudar no centro da cidade e, ainda pequeno, já dizia que ia ser prefeito”, conta.

Barros foi eleito vereador por duas vezes -a primeira antes dos 30 anos. Também já foi vice-prefeito. Filho de um administrador de fazenda com uma dona de casa, é casado com uma professora, tem dois filhos e um neto.

Em entrevista ao Meon, Barros fala do seu trabalho e desafio à frente da prefeitura e sobre Paraibuna, que completa 348 anos nesta sexta-feira (13) e vai comemorar seu aniversário com shows, feiras e comida típica até domingo (15). A programação completa está disponível no site da prefeitura.

O que você mais gosta em Paraibuna?
Gosto de tudo, sou muito da terra. Também gosto do contato com as pessoas, desse povo de Paraibuna, muito simples e acolhedor, muito humilde e bondoso, respeitador e sobretudo agradecido. Sei que não podemos ficar parados no tempo, mas amo o jeito rural de Paraibuna, que é um patrimônio que temos orgulho e queremos manter.

Da sua infância, o que mais lembra da cidade?
A gente tinha aqui em Paraibuna muitos campinhos de futebol onde a gente jogava bola todo dia. A gente fazia vaquinha para comprar a bola ou quem tinha mais dinheiro, comprava e levava para o jogo. Hoje, a prefeitura dá tudo para essa criançada e o pessoal não dá o mesmo valor. Brincava também de esconde-esconde nas ruas do centro, coisa que não se vê mais hoje. Quando vinha circo era uma festa. A gente mantém as tradições. Procuramos fazer as festas folclóricas, a pamonhada, enfim, o que dá para manter a gente mantém, mas as pessoas mudam mesmo e isso é inevitável.

Onde gosta de ir com sua família aos finais de semana?
Vou te contar um segredo. Tinha dois sonhos na vida, um era ser prefeito e o outro ter uma casa na praia. Sou prefeito e me sinto realizado. E há alguns anos consegui o outro sonho. Eu e mais quatro amigos juntamos dinheiro por mais de duas décadas, cada um juntava R$ 100 por mês. Há alguns anos compramos uma casa na praia Martin de Sá e quando temos uma oportunidade vamos para Caraguá.  Agora, aqui em Paraibuna, temos mais de 50 capelas, que têm festa quase todo final de semana, aí a gente assiste à missa, come um afogado, joga um bingo e é muito bom também.

Qual o principal desafio como prefeito de Paraibuna?
O maior desafio que temos aqui é a questão de tratamento de esgoto. Estamos com um projeto, temos partes da cidade com água, mas tem lugar que ainda não tem, e vamos tentar mudar isso agora. Cheguei a negociar com a Sabesp, mas a Câmara entendeu que tínhamos que ver outras empresas, então em julho vamos abrir licitação para fazer esse tratamento, pois sozinhos nunca iríamos conseguir. Sem isso, não conseguimos nem nos tornar estância turística porque a falta de tratamento de esgoto impede a cidade de receber recursos do Estado.

Qual presente você gostaria de dar de aniversário para Paraibuna?
Gostaria de dar, urgente, uma estação de tratamento de esgoto porque isso mudaria muito a realidade aqui, de saúde pública, econômica, de abastecimento, de tudo. Outro presente é um polo industrial. Esse já está a caminho. Comprei uma área e vamos agilizar a obra para trazermos novas empresas e gerar empregos e renda.

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