Desemprego atinge 12,9 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2020 no Brasil

Em comparação ao mesmo trimestre de 2019, taxa de desemprego apresenta uma queda de 4%

Escrito por: Bruna Caroline2 min de leitura
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Divulgação
Estudo aponta que ensino superior garante maior presença de profissionais nos setores formais da economia e maiores salários (Divulgação)

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego atinge 12,9 milhões de pessoas no Brasil. Um estudo aponta que o  ensino superior garante maior presença de profissionais nos setores formais da economia e maiores salários.

De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego para o primeiro trimestre de 2020 é de 12,2%. Ela revela um aumento de 10,5% (1,2 milhão de pessoas a mais) em relação ao trimestre anterior. Entretanto, há uma queda de desemprego de 4% (537 mil pessoas a menos) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Segundo informações da consultoria iDados, com base em um levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizado em dezembro de 2019, a taxa de desemprego para quem tem somente até o Ensino Médio pode dobrar quando comparada a quem cursa o ensino superior completo.


Um estudo com foco em empregabilidade, conduzido pela Kroton – marca da holding Cogna – no final de 2019, mostra que no Brasil, 77% dos brasileiros que possuem ensino superior estão empregados. Sendo que quem tem faculdade ganha, em média, R$ 4,8 mil, enquanto quem cursou até o Ensino Médio alcança uma renda de cerca de R$ 2,2 mil.

Segundo Daniela Baroni, diretora da Anhanguera de São José dos Campos, um trabalhador com mais anos de estudo sempre terá maior vantagem na disputa por um emprego e o índice de desemprego será sempre menor entre profissionais qualificados.

Ainda de acordo com a especialista, o mercado mudou e tem novas exigências, valorizando profissionais que detêm capital intelectual e se reinventam. “As organizações buscam um novo perfil de profissional: aquele que está em constante desenvolvimento. É fundamental se adaptar à nova realidade pautada no universo de habilidades de relacionamento e das competências digitais”, explica.

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