Desemprego aumenta 6,9% em um ano e chega a 19,3% em Taubaté

Em novembro de 2014, índice de pessoas sem emprego era de 12,3%

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Em novembro de 2014, índice de pessoas sem emprego era de 12,3%

Divulgação

A taxa de desemprego em Taubaté aumentou 6,9% em um ano, segundo a Pore (Pesquisa de Ocupação, Renda e Escolaridade), realizada semestralmente, desde 2005, pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté), com o apoio da Acit (Associação Comercial e Industrial).

De acordo com o levantamento, em novembro do ano passado o desemprego atingia 12,30% dos taubateanos. Já no mesmo mês de 2015, o índice chegou a 19,20%. Segundo o Nupes, esses dados revelam a situação político-econômica do país, marcada pela instabilidade e fechamento de postos de trabalho.

O desemprego entre jovens com idade até 24 anos também continua alto na cidade, apesar de uma pequena queda. Em novembro de 2014, o índice era de 31,82%, contra 31,03% neste ano.

Segundo a pesquisa, houve um aumento de 8,17% (2014) para 15,96% (2015) na taxa de desemprego entre pessoas com mais de 24 anos. De acordo com o núcleo, isso ocorre porque o desemprego na cidade está atingindo principalmente o setor industrial, onde trabalham as pessoas com essa faixa-etária.

Dos trabalhadores que declararam o setor em que exercem sua atividade, o de Serviços é o que mais emprega (51,00%), seguido pelo Comércio (23,60%), Atividade Industrial (21,20%), Construção Civil (3,40%) e Agricultura (1,00%). O resultado inclui tanto os trabalhadores do setor formal quanto informal.

Seguindo índices nacionais, a taxa de desemprego para o sexo feminino (22,83%) é superior ao masculino (15,97%). Para os homens, o desemprego passou de 8,27% em novembro de 2014 para 15,97% em novembro deste ano; e para as mulheres de 16,81% para 22,83%.

Na composição dos vínculos de ocupação, entre os que declararam o vínculo de trabalho, a maioria dos trabalhadores são assalariados registrados (54,50%), autônomos que não pagam INSS (29,90%), autônomos que pagam o INSS (8,50%), outros (3,80%) e profissionais liberais e empregadores (3,30%).

Remuneração
Na comparação entre novembro de 2014 com o mesmo mês deste ano, também houve redução no valor médio do salário na cidade, que reduziu de R$ 1.794,70 para R$ 1.701,04. Entre os homens essa variação foi de R$ 2.100,04 para R$ 2.065,84 e para as mulheres, de R$ 1.426,30 para R$ 1.260,23.

Segundo o Nupes, a redução da média salarial é resultado da expansão das atividades terciárias em relação à indústria, ou seja, na ausência de empregos formais com melhor remuneração, há a expansão dos empregos mais precários no setor terciário.

A pesquisa
Em novembro de 2015, foram entrevistados moradores de 184 domicílios, somando um total de 566 pessoas. A amostra foi selecionada de forma aleatória e os resultados possuem uma margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%.

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