Detentas deixam escola com ‘cara nova’ para volta às aulas em São José

Mulheres do regime semiaberto realizaram a pintura de escola no Putim

Escrito por: Marcus Alvarenga3 min de leitura
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Detentas preparam escola para volta às aulas (Divulgaçã/SAP)

Mulheres deixaram a escola com cara nova para retorno dos alunos

Divulgação/SAP

A volta às aulas dos alunos da escola estadual do Putim, em São José dos Campos, será em um espaço renovado graças ao trabalho de 25 mulheres durante 15 dias no novo visual do colégio. O trabalho de manutenção foi realizado pelas detentas do regime semiaberto do Centro de Ressocialização Feminino de São José.

Os estudantes da escola Estadual “Profª. Dinorá Pereira Ramos Brito”, voltam às salas de aula nesta segunda-feira (15) e a primeira impressão que vão ter ao chegarem é encontrar um espaço totalmente repaginado.

A união da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), da Secretaria de Educação e da Sdecti (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), proporcionou uma proposta diferente de ressocialização.

As presas passaram por um curso de 25 horas de aulas teóricas e mais 75 horas de aulas práticas e começaram no dia 28 de janeiro a aplicarem o conteúdo adquirido nas paredes da escola. O trabalho foi encerrado nesta sexta-feira (12) e contou com pintura e efeitos de textura.

“Eu me senti produtiva, pois acabamos participando de uma ação social. Nós nos dedicamos muito. Acho que as crianças vão gostar do nosso trabalho. Foi bacana para nós e para as crianças”, disse uma das detentas que realizou a pintura.

As 25 mulheres que participaram dessa atividade fora do presídio receberão um certificado para ajudar como uma experiência nas futuras oportunidades de trabalho. As reeducandas ainda participarão de aulas de hidráulica e aplicarão os conhecimentos dentro das dependências do presídio.

“Todas as reeducandas que fizeram o curso receberão um certificado, sem qualquer identificação com o sistema prisional, o que é importante para o recomeço de uma egressa”, afirma a diretora do Centro de Ressocialização Feminino de São José, Eliana Maria Giuseppa Capostagno.

O mesmo trabalho de revitalização das escolas da rede pública estadual por reclusos no regime semiaberto do sistema prisional está sendo realizado em 19 unidades de ensino. O projeto inclui 455 detentos de todo o Estado de São Paulo nas atividades de manutenção.

Em 2016, a SAP pretende incluir 8 mil vagas para treinamentos teórico-práticos, com a intenção de capacitar os participantes para o mercado de trabalho e ajudar na reintegração social.

“Este momento de aprendizado teórico e prático, além dos muros do estabelecimento penal, é também um tempo para a reintegração social”, completa a diretora.

Detentas preparam escola para volta às aulas (Divulgaçã/SAP)

Detentas passaram por aulas teóricas e práticas antes de trabalho na escola

Divulgação/SAP

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