Dia D: atlas mostra 17 mil mortes por câncer em dez anos na RMVale

No Dia de Combate ao Câncer, o Meon traz dicas de como prevenir

Escrito por: Elaine Rodrigues4 min de leitura
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Prevenir o câncer é possível, com cuidados e exames

Divulgação

O Atlas da Mortalidade por Câncer do Inca (Instituto Nacional de Câncer), com dados colhidos e consolidados até 2012, revela que nas 39 cidades que formam a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, desde 2002, foram registradas 17.901 mortes por câncer, de todos os tipos.

A taxa de mortalidade cresce de acordo com faixa etária. Na década avaliada, na RMVale, o maior número de óbitos ocorreu entre os 70 e 79 anos. O grande salto no número de casos, acontece entre os 39 e 49 anos, com 1,3 mil mortes a mais entre os quadragenários.

Em 2014, a estimativa do Inca era de que surgissem no estado de São Paulo, 152 mil novos casos de câncer. Dos quais, 17,8 mil seriam apenas de neoplasia na próstata e outros 16,1 mil de câncer de mama. O terceiro caso, que aconteceria com ambos os sexos, seriam de câncer no cólon e reto, com a incidência de 11,5 mil novos casos. Ainda não foram apresentados os dados consolidados de quantos casos realmente surgiram no último ano.

O ranking nacional elenca entre os principais tipos de câncer incidentes no Brasil,a neoplasia de pele não melanoma (182 mil casos), o câncer de próstata (69 mil casos); câncer de mama (57 mil casos); o de cólon e reto (33 mil casos), seguido pelos casos de câncer de pulmão (27 mil) e estômago (20 mil).

Para o oncologista do IOV (Instituto de Oncologia do Vale)  Henrique Zanoni Fernandes, os dias e campanhas que lembram e difundem informações sobre o câncer, são muito importantes para a prevenção. “A informação precisa ser levada até as pessoas, não podemos apenas esperar que as pessoas venham atrás da informação”, comenta.

ALERTA
Segundo o INCA, no Brasil são esperados 580 mil casos novos da doença para 2015. O órgão ressalta que se medidas efetivas não forem tomadas, haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030, sendo que 2/3 das vítimas vivem nos países em desenvolvimento.

Neste dia de reflexão sobre a saúde e sobre o mal que o câncer causa, veja abaixo algumas dicas do especialista do IOV, o oncologista Henrique Zanoni Fernandes, para se prevenir.

Todos os tipos de câncer podem ser evitados ou prevenidos?
Zanoni:
Infelizmente, ainda não conseguimos prevenir todos os tipos de câncer, afinal de contas, existem mais de cem tipos diferentes deles. Mas já temos bons métodos e exames para a prevenção – como a vacinas contra o HPV, que previne os cânceres de colo de útero e vagina e vacina para Hepatite B, que previne o câncer de fígado. Temos ainda os exames que ajudam no diagnóstico precoce, como o Papanicolau, Mamografia, pesquisa de sangue nas fezes – que são outra importante arma no tratamento do câncer; quanto antes descobrir, melhor.

Quais as ações no dia a dia que podem evitar o aparecimento de câncer?
Zanoni:
Sem dúvida os hábitos saudáveis podem. Isso não deve ser representado apenas por comer produtos naturais, sem conservantes. Temos que praticar atividades físicas, se possível, diariamente. Talvez esta seja a ação mais importante de todas. Já aprendemos isso, que quem já teve um câncer e se exercita, tem um risco menor da doença voltar. Então, porque não fazer exercício antes de ter um câncer? Com certeza é melhor começar já. Ah e não podemos deixar de lembrar, ficar longe de coisas não-saudáveis, especialmente cigarros e bebida alcoólicas.

Além dos hábitos, com que idade e qual frequência é preciso fazer exames? Todo mundo tem que fazer?
Zanoni:
Bom, todo mundo tem que fazer exames preventivos, tomar vacinas. Esses tipos de ‘tecnologias médicas’ quanto maior for sua abrangência na população, maior é o seu impacto protetor, mais vidas iremos salvar. Cada exame tem uma época inicial para começar a ser realizado. Por exemplo, o Papanicolau tem que ser feito quando a mulher iniciar sua vida sexual ativa; as mamografias, nas mulheres a partir dos 40 anos; já pesquisa de sangue nas fezes, em homens e mulheres, a partir dos 40 anos e as vacinas, tem idades específicas. Por exemplo, Hepatite B já nos primeiros meses de vida no bebê e para o HPV, tanto meninos e meninas, a partir dos 9 anos de idade.

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