Dia das Mães: tataravó comemora data entre 5 gerações em São José

Nesse dia especial, conheça a história de amor da Família Pereira

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Doralice, a mãe que comemora o nascimento do primeiro tataraneto

Elaine Rodrigues/Meon

Doralice Santos Pereira, 79 anos, chegou este ano onde poucas mães conseguem: ela se tornou tataravó. A moradora da região sul de São José dos Campos é só alegria e ensina, neste Dia das Mães, o segredo de muito amor entre as cinco gerações de sua família.

Sorridente, a mãe – também avó, bisavó e tataravó – Doralice se perde nas contas e nos nomes de seus descendentes. Com ajuda das filhas contabiliza: “Somos 66 pessoas, entre filhos, noras, genros, netos, bisnetos e tataraneto”.

Casada com o aposentado Sebastião Pereira, 80 anos, a costureira se tornou tataravó em abril deste ano, quando nasceu Nick, o filho da bisneta Brenda, 18 anos. “É um privilégio! Uma alegria, essa nossa família”, conta Doralice.

Muito amor
Alegre, animada e cheia de história, dona Doralice é só orgulho das aventuras e desventuras vividas em 64 anos de casamento. Cada filho é celebrado com carinho e ela cuida de todos como se fossem crianças.

“Às vezes, eu chamo a atenção. Quando precisa, eu falo. Não tenho problema com meus filhos e todos me respeitam. Desde pequenos, é só ‘olhar’ para que entendam que algo está errado”, diz.

Quando criança, a mãezona da família Pereira vivia na cidade de Cristina (MG), onde nasceu em um sítio. A tataravó se casou aos 15 anos e foi mãe aos 16 anos. “Eu amava criança e cuidava dos meus irmãos. Não achei problema em ser mãe cedo, não”, conta, mais uma vez, sorridente.

A família cresceu e Doralice teve com Sebastião 13 filhos, seis homens e sete mulheres. Aos 44 anos, foi avó, bisavó aos 61 anos e, agora, tataravó, no auge dos 79 anos. “E que venham mais”, brinca.

A única hora que o sorriso deixa o rosto da costureira é quando lembra de umas das filhas, que morreu há um ano, vítima de câncer “Foi muito triste. Pais não deviam ter que enterrar um filho”.

Sobre o segredo de uma família grande e unida, Doralice não tem dúvidas: é a gratidão. “Deus cuida de nós e sou grata por isso, por essa família que com seus problemas e qualidades é perfeita”, conclui.

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Primeira geração da família Pereira: no centro, Doralice e Sebastião entre os 13 filhos

Arquivo Pessoal/Doralice Pereira

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